quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Resenha #57 - Coringa

Postado por Diarios De Leitura - quarta-feira, outubro 08, 2014 - com 6 comentários
Ficha Técnica

Titulo: Coringa
Titulo Original: Joker
Roteirista: Brian Azzarello
Desenho: Lee Bermejo
ISBN: 978-85-73515-46-6
Páginas: 132
Ano: 2009
Tradutor:  
Editora: Panini


Resenha

Por mais incrível que isso possa parecer, sim, o Asilo Arkham está liberando o Coringa por vontade própria, alguma coisa aconteceu para que eles não o achassem mais louco, quem vai busca-lo é o personagem pelo qual os olhos vão nos mostrar essa história, Johnny Frost, um criminoso qualquer que começa a trabalhar para o grupo do vilão, não possui características marcantes, não possui um passado e nem uma individualidade dos outros capangas, por essas razões o Coringa se destaca ainda mais como protagonista assustador.

A primeira coisa a se fazer ao sair do Arkham e voltar ao mundo do crime é reencontrar velhos "amigos" e cobrar dividas, Frost se aproxima mais do vilão, começa a ver todos os lados de sua personalidade e de sua mente atormentada. Por onde o Coringa passa, o caos é implantado, vemos parte da cidade de Gothan sendo exposta à destruição, até o momento em que seu vigia vem cobrar seu preço.

Observarmos toda a trama por um personagem secundário com uma narrativa em primeira pessoa, é algo conflitante, as emoções do personagem influenciam no que vemos, e nos quadrinhos nem sempre é tão fácil como em um livro, mas toda a ilustração e narrativa é condizente, cada traço, cada ação e fala do Coringa nos faz pensar igualmente a Frost. O enredo muitas vezes é apresentado apenas nas ilustrações, nada necessita ser descrito, pois tudo que devemos entender está ali.



A arte desta HQ é suja, com um tom sombrio, muitos traços e detalhes são apresentados nela, em momentos de iluminação o contraste das cores se destaca, e outro detalhe muito legal é que as poucas vezes que Batman surge, as tonalidade das cores se tornam muito mais escuras, como se o herói apague toda a loucura e frenesi do vilão.

"Todo grande herói deve ter um grande vilão" é uma frase que pode resumir bem este encadernado, Azzarello faz um trabalho impar em destacar todos os pontos do Coringa, detalhes que víamos pouco nas outras histórias do morcego explodem nas artes aqui contidas, nas falas e nas atitudes demonstradas. Sim, Batman possui um  vilão a sua altura, para um herói que vive em uma linha tênue entre o certo e o errado, tem um antagonista tão perturbado mentalmente quanto ele.

Se você gostou do Coringa interpretado por Heath Ledger em "Batman-Cavaleiro das trevas" a leitura desta HQ é obrigatória tanto quanto "A Piada Mortal" (um dia vou resenhar para o blog), o personagem irá ganhar uma profundidade muito maior, explicando por que quase sempre o coadjuvantemente rouba as luzes de nosso herói.



O quadrinho é muito bom, tanto para fans do morcego quanto para aqueles que querem adentrar no mundo das HQ, ele é uma ótima escolha e uma excelente leitura da nona arte. 



quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Arquivos Serial Killers: Ilana Casoy Louco ou Cruel? e Made in Brazil

Postado por Diarios De Leitura - quinta-feira, setembro 04, 2014 - com 0 comentários
Edição Definitiva


A DarkSide® Books reabre os arquivos da maior especialista em serial killers do Brasil e publica a edição definitiva de dois best-sellers de Ilana Casoy – Serial Killers: Louco ou Cruel? e Serial Killers: Made in Brazil.

A nova edição chega em um box, com o cuidado quase psicopata já conhecido da editora. Além do box, que inclui os dois títulos, os livros serão vendidos separadamente. Tudo para atender aos nossos exigentes leitores e para deixar a edição à altura da nossa primeira autora nacional. Ilana Casoy é autoridade no que diz respeito a mentes criminosas e resolução de crimes no Brasil. Para escrever seu primeiro livro, a escritora mergulhou em arquivos da polícia e da Justiça, do FBI e da Scotland Yard, além de ter feito extensas pesquisas em livros e artigos de jornais e revistas para compor um inquietante roteiro de como, por que razão e com que métodos os serial killers agem. Perturbador e por muitas vezes comovente, o relato de Casoy, escrito depois de rigorosa pesquisa em diversas fontes, nos apresenta histórias que nem a ficção e o cinema conseguiram imaginar.


Arquivos Serial Killers: Ilana Casoy – Louco ou Cruel?

A primeira parte de Louco ou Cruel? aborda os serial killers sob diversos aspectos e à luz da Criminologia, do Direito, da Psiquiatria e da Psicologia, e dedica-se a dissecar este universo, analisando como tudo começa, quem são as vítimas, os aspectos gerais e psicológicos, os mitos e as crenças, o perfil do criminoso, a psicologia investigativa, a análise do local do crime e a encenação/organização da cena. Na segunda parte do livro, Casoy apresenta em detalhes 16 casos de serial killers que chocaram e marcaram o século XX, entre eles Albert Fish, Ed Gein, Ted Bundy, Andrei Chikatilo, Jeffrey Dahmer, Aileen Wuornos e o Zodíaco, cuja identidade segue desconhecida até hoje. Histórias que habitam as entranhas da humanidade e o que ela tem de pior: frieza, perversidade e falta de sensibilidade que acabam por produzir o mal em escalas inimagináveis.

Arquivos Serial Killers: Ilana Casoy – Made in Brazil

Após o sucesso do seu primeiro livro, Ilana Casoy dedicou-se a uma pesquisa rigorosa para investigar os serial killers brasileiros, no que viria a ser o primeiro livro do gênero dedicado aos assassinos em série do Brasil. Foram cinco anos de pesquisas, visitas a arquivos públicos, manicômios e penitenciárias, além de entrevistas cara a cara com personificações do mal em terras tupiniquins, para compor um inquietante roteiro com rigor investigativo de como, por quê e com que métodos os serial killers brasileiros atuam. Em Made in Brazil, Casoy relata sete casos de serial killers brasileiros, três dos quais ela entrevistou pessoalmente: Marcelo Costa de Andrade, o vampiro de Niterói, um dos casos e depoimentos mais chocantes do currículo da autora; Francisco Costa Rocha, o Chico Picadinho; e Pedro Rodrigues Filho, o Pedrinho Matador.

Um relato cruel feito pelos próprios assassinos, conduzido com maestria por quem entende do assunto, que procura guiar o leitor pela sinuosa mente de pessoas frias e com movimentos mais que premeditados para o mal. Além deles, a autora se debruça sobre a vida e os crimes de José Augusto do Amaral (Preto Amaral), Febronio Índio do Brasil, Benedito Moreira de Carvalho (Monstro de Guaianases) e José Paz Bezerra (Monstro do Morumbi).

Sobre a Autora:

Ilana Casoy já publicou outros livros sobre crimes que ficaram famosos no Brasil, como A Prova é a Testemunha, relato inédito do Caso Nardoni, e O Quinto Mandamento – Caso de Polícia, sobre o assassinato do casal Richthofen. Colaborou com o site do canal Investigação Discovery entre 2012 e 2013. Atualmente, assina uma coluna na revista Brasileiros. A escritora dedica-se também a ficção. A especialista em crimes – que já fez um estágio na polícia científica, quando acompanhou a perícia de homicídios – participou, a convite da Fox Brasil, da criação de um perfil do psicopata Dexter Morgan, anti-herói e protagonista da série que leva o seu nome e que se tornou uma das mais cultuadas dos últimos anos. Ilana Casoy atua como colaboradora da nova série escrita por Gloria Perez e dirigida por Mauro Mendonça Filho, Dupla Identidade, com estreia prevista para setembro de 2014 na Rede Globo. Bruno Gagliasso interpreta um serial killer inspirado em Ted Bundy, cujo perfil é dissecado em Serial Killers: Louco ou Cruel? A série conta ainda com Luana Piovani no papel de uma policial e psicóloga forense, especialista em caçar serial killers.

Editora DarkSide® Books

O horror, a fantasia, o suspense, o mágico. A Darkside®, primeira editora do Brasil inteiramente dedicada ao terror e à fantasia, reúne o que há de mais interessante e instigante no universo sombrio da literatura, de ontem e de hoje. CRIME SCENE é a divisão criminal da Darkside®, para entender a mente dos assassinos mais temidos e cruéis de todos os tempos. Histórias reais, assassinos reais, de uma maneira que você nunca viu, estudados com profundidade, rigor científico e conhecimento psicológico.
Ficha Técnica

Autora | Ilana Casoy
Editora | DarkSide®
Edição | 1a
Idioma | Português
Especificações | 360 pgs.
Dimensões | 16 x 23 cm
ISBNs | 978-85-66636-30-7 (box)
978-85-66636-28-4 (Louco ou Cruel?)
978-85-66636-29-1 (Made in Brazil)
Lançamento | Setembro de 2014
Louco ou Cruel?

Made in Brazil
R$ 59,90 cada

Caixa com os dois volumes
R$ 99,90

Contato vc@darksidebooks.com | darksidebooks.com | serialkiller.com.br

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Resenha #56 - Aqualtune e as Histórias da África

Postado por Diarios De Leitura - sexta-feira, agosto 29, 2014 - com 12 comentários
Ficha Técnica

Título: Aqualtune e as Histórias da África
Autor: Ana Cristina Mass
Editora: Gaivota
Ano: 2013
ISBN: 978-85-64816-23-7
Páginas:164

Resenha

Aqualtune é uma menina que não aceita seu nome, ela prefere ser chamada de Alice, mesmo seus pais lhe dizendo que é um nome "forte, diferente...". Alice é convidada para passar suas férias com Maria, sua amiga de escola, em uma antiga fazenda que servia de engenho de cana de açúcar que foi comprada há muito tempo. Junto com as duas meninas vai também Guilherme, porém este chegará um dia depois delas.

Ao chegarem na fazenda, elas ficam maravilhadas e logo começam a explorar todo o lugar em que se encontram, tanto a casa quanto os arredores, nesse ponto temos uma descrição completa da autora sobre o ambiente em que grande parte da história se passará, pontos de reconhecimento e locais fáceis de decorar para situar o leitor nos futuros acontecimentos.

Neste momento da história somos apresentados de uma maneira inusitada para mais um personagem que fará parte deste conto, uma grande ventania surge e as meninas que brincavam no engenho se deparam com a figura de um menino mascarado e, tão rápido quanto surge, ele some no meio da selva. 

As meninas se assustam e voltam para a casa grande, dizem que não vão contar a ninguém o acontecido, mas no dia seguinte elas conhecem Vó Cambinda, que será o centro de toda a aventura do livro, ela irá revelar que Aqualtune não é apenas um nome diferente, mas sim um elemento de uma grande lenda africana e Alice pode mudar o destino daquele engenho e das pessoas que moram próximo à ele.

A narrativa do livro é simples e convidativa, aparenta uma mãe contando um conto para um filho, as falas dos personagens possuem pocas gírias e suas personalidades têm traços bem definidos. Em contraponto, a narrativa parece se perder em certos momentos, algumas falas dão um ar de robótica em poucos casos, mas retira o leitor da imersão do livro. A questão folclórica é bem apresentada, no final do conto podemos ler quais foram as referências históricas que a autora utilizou, valorizando a obra.

O enredo é simples e decorre de boa maneira, alguns detalhes podem causar um desconforto ao leitor, como o fato de os pais de Maria serem os mais ausentes possíveis e quando estão presentes não fazem quase nenhuma ação relevante. O conto se passa no presente, porém em vários momentos da narrativa sentimos que os personagens foram transportados para outra época. A vila que se situa perto da fazenda é pouco descrita, mas quase metade dos principais acontecimentos do livro se passam nela, e as pequenas coisas descritas fazem ela parecer um elemento fora de seu tempo.

Cambinda é um personagem essencial na trama, mas sempre que temos passagens com ela, parece que todo o ambiente narrado se perde e os personagens principais são colocados em segundo plano, ela literalmente rouba a cena.

O livro segue bem sua narrativa com os mitos, as curiosidades apresentadas instigam a leitura, o problema é o final, é muito insatisfatório. O final faz com que toda a leitura do livro se pareça vazia, que não tenha valido a pena. Confesso que é um final no qual não estamos acostumados em leituras para livros juvenis, porém ele parece incompleto, como se a autora estivesse cansada de escrever mais sobre o lugar interessante que criou e simplesmente abandasse a narrativa. Alguns pontos interessantes descobertos no decorrer da leitura são deixados em aberto, decepcionando o leitor e fazendo-o esperar por talvez uma continuação do conto.

Vale mencionar que a arte do livro é muito boa, ela é simples e totalmente dentro do contexto da narrativa, as "capas" que definem cada capítulo são artes que lembram tecidos africanos e suas estampas estão relacionadas aos acontecimentos do capitulo que será contado. O acabamento é simples, mas que boa qualidade, o livro é aconchegante para aqueles que o seguram em suas mãos.

O livro possui altos e baixos, mas é uma leitura válida, em certos pontos ele irá lhe surpreender e instigá-lo a seguir em frente, em outros lhe causará uma "careta" com o que está escrito em suas páginas mas mesmo assim vai ser difícil abandona-lo até chegar ao final, que provavelmente não vai satisfazer o leitor.




quinta-feira, 28 de agosto de 2014

John Williams: sempre será a trilha sonora da DarkSide!

Postado por Diarios De Leitura - quinta-feira, agosto 28, 2014 - com 1 comentário

Em uma parceria inédita entre a editora DarkSide® Books e a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), com o intuito de expandir as fronteiras entre o universo do cinema, da literatura e da música, temos o prazer de participar das homenagens a um dos grandes compositores vivos, responsável pela trilha sonora de nossas vidas.

Quem nunca se imaginou em uma situação emoldurada pelos clássicos do mestre John Williams? Pois chegou a oportunidade para acompanhar ao vivo, com os concertos especiais da OSB, regido pelo Maestro Titular da Orquestra, Roberto Minczuk, em tributo ao autor de trilhas sonoras clássicas, como Star Wars, Tubarão, E.T., O Extraterrestre, Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida, Jurassic Park, A Lista de Schindler e Harry Potter e a Pedra Filosofal.

E a DarkSide® Books, em parceria com a OSB, leva você para assistir a este concerto exclusivo. Com os ingressos esgotados ainda em julho, em menos de 48 horas, os concertos acontecem nos dias 30 e 31 de agosto. No sábado, 30.08, às 20h, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro recebe a atração. Domingo, 31.08, 17h, é a vez da Sala São Paulo, na capital paulista, assistir ao tributo.

Serão cinco pares de ingressos para cada concerto. Acesse o link: http://bit.ly/OSBJWilliams, siga as instruções e concorra a um par de convites para assistir ao tributo em homenagem a clássicos do cinema. Os premiados ainda levam para casa o livro com a trilogia original de Star Wars, editado pela DarkSide®.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Resenha #55 - Mauricio de Sousa por 50 artistas

Postado por Diarios De Leitura - segunda-feira, agosto 18, 2014 - com 20 comentários
Ficha Técnica

Título: MSP 50 - Mauricio de Sousa por 50 Artistas
Autores: Laerte, Rodrigo Rosa, Flávio Luiz, Gilmar, Daniel Brandão, Lelis, Antonio Eder, Cau Gomez, Lailson, Fido Nesti, Julia Bax, Orlandeli, Ivan Reis, Baptistão, Mascaro, Fábio Yabu, Jean Galvão, Raphael Salimena, Benett, Fábio Moon, Gabriel Bá, João Marcos, Jean Okada, Otoniel Oliveira, José Aguiar, Angeli, Samuel Casal, Osmarco Valladão, Manoel Magalhães, Antônio Cedraz, Erica Awano, Luciano Félix, Gustavo Duarte, Fábio Lyra, Fernando Gonsales, Vinicius Mitchell, Fernandes, Rafael Sica, Spacca, Wander Antunes, Fabio Cobiaco, Ziraldo, Christie Queiroz, Dalcio Machado, Jô Oliveira, Guazzelli, Laudo, Marcelo Campos, Renato Guedes e Vitor Cafaggi
Editora:Panini Books
Ano: 2009
ISBN: 9788573516180
Páginas:216


Resenha

Observar os personagens que tanto amamos e que acompanharam nossas infâncias pelos olhos de outros artistas é algo que me chamou muito a atenção desde a primeira vez que a ideia foi divulgada na mídia. Ficava imaginando vários personagens que eu gostava terem uma abordagem diferente, um olhar mais adulto (já que estava mais velho, e meu jeito de ver o mundo e consumí-lo tinha mudado). MSP 50 foi o "pontapé" inicial para a reformulação de alguns personagens pela linha Graphic MSP, como Turma da Monica Laços e outros personagens.

O encadernado reúne um copilado de pequenas histórias e ilustrações com a finalidade de homenagear Mauricio de Sousa. Os textos e formas que as homenagens são feitas são das mais variadas possíveis (afinal, são 50 artistas), cada olhar e cada traço nos remetem as lembranças calorosas de nossas primeiras leituras e algumas respostas de  perguntas que fazíamos a nós mesmos quando crianças. 

Alguns enredos variam, dando uma abordagem mais adulta, um olhar mais dramático para personagens que primeiramente eram inocentes, ou não conseguíamos enxergar um "outro lado" devido a nossa idade. Temas como solidão, amizade, compreensão, amor, respeito, saudade e outros são os principais sentimentos que preenchem as histórias aqui contadas.

As ilustrações são o prato principal que você irá degustar na leitura desta compilação, são as mais variadas possíveis, a observação de como cada traço se casa com o tipo de roteiro apresentado e o personagem que nele é interpretado faz a mente do leitor visualizar melhor os diversos ângulos deixados por cada artista, sentimos toda a ideia e emoção ali aplicadas.


MSP 50 é uma excelente leitura para você fã da turma do bairro do Limoeiro e que ainda não está muito por dentro das novas histórias que estão sendo contadas, e se você já é um leitor da Graphic MSP (assim como eu), é uma ótima maneira de compreender como esse novo universo mais "adulto" da turminha se iniciou. 

Algumas das tirinhas são menos relevantes que outras, é difícil ver o trabalho de diferentes artistas reunidos e não compará-los, porém, a qualidade total não se perde e é exatamente essa diversidade que faz a beleza da obra como um todo.


  

domingo, 10 de agosto de 2014

45 ANOS DE UM PESADELO AMERICANO

Postado por Diarios De Leitura - domingo, agosto 10, 2014 - com 20 comentários
 CRIME SCENE é a divisão criminal da DARKSIDE® BOOKS para entender a mente dos assassinos mais temidos e cruéis de todos os tempos. Histórias reais, assassinos reais, de uma maneira que você nunca viu, estudados com profundidade, rigor científico e conhecimento psicológico.

45 ANOS DE UM PESADELO AMERICANO EM OUTUBRO NAS LIVRARIAS

Manson, a biografia
por Jeff Guinn

Ele acreditava ser o escolhido, o filho do cara, mas se contentaria em ser um superstar. Acabou por ser o porta-voz de um pesadelo americano do qual ainda não despertamos.

“Manson não é simplesmente uma biografia de um assassino e um líder de culto. É uma história da cultura norte-americana da Grande Depressão ao final do século XX. [...] um estudo fascinante da ambição, avareza, mesquinharia, controle da mente, celebrifilia (um desejo intenso e patólogico para se relacionar com uma celebridade), sexo, narcóticos, racismo e abuso de poder. Ninguém contou a história de forma tão precisa quanto Jeff Guinn. É a história dos ex-presidentes Richard Nixon e Lyndon Johnson, de Martin Luther King, do Vietnã, do movimento ativista estudantil da nova esquerda Students for a Democratic Society, dos Panteras Negras, da cultura lisérgica e de uma nação em processo de degradação. Esta é uma viagem espetacular.”

James Lee Burke, renomado autor de livros policiais, vencedor por duas vezes do Prêmio Edgar Allan Poe

“Impressionante. [...] O livro de Vincent Bugliosi, Helter Skelter, me levou a crer que não havia mais nada a aprender. [...] Eu estava errada. [...] [Manson] se sustenta como um trabalho definitivo: importante para estudantes de criminologia, psicopatologia e sociopatologia, além daqueles interessados no comportamento humano, na cultura pop e na música, que te prende até a última página.”

 Ann Rule, The New York Times Book Review

Ele só queria ser um Superstar

Sexo, drogas e rock ‘n’ roll. Crimes, estupros e assassinatos. Charles Manson fez de sua história a trilha sonora do fim do mundo. A metáfora favorita da América para o lado negro dá década de 1960, Manson foi o cabeludo que matou o sonho de Woodstock e o retrato perfeito de como toda aquela filosofia da geração paz e amor não funcionou. 
Psicopata, vigarista, racista e cafetão. Olhos em chamas, barba por fazer, cabelos des-penteados e uma suástica tatuada na testa. A diabólica imagem de Charles Manson está gravada no inconsciente popular e é reconhecidamente assustadora. Após quatro décadas dos seus terríveis atos, os assassinatos orquestrados por ele continuam a exercer um mórbido fascínio. Dezenas de livros já foram escritos sobre Manson nesses mais de quarenta anos, e agora uma meticulosa pesquisa desenvolvida pelo biógrafo Jeff Guinn surge como o guia definitivo do homem que entrou para a história como sinônimo do mal.

Manson, a Biografia consegue, contra todas as possibilidades, oferecer uma visão fresca e um complemento digno e, porque não, acima do até então melhor livro sobre o caso: Helter Skelter, de Vincent Bugliosi. Resultado de dois anos de pesquisas, o livro de Guinn oferece uma nova visão para aqueles que vivenciaram a turbulenta era de paz & amor assim como o contexto necessário para as gerações que vieram depois. Ler o livro é como vivenciar aquela época. Guinn consegue transportar o leitor para os dias de ira e caos, sexo e drogas, rock ‘n’ roll e celebridades, costurando o homem em seu ambiente, um ambiente perfeito e catastrófico, que forneceu todas as respostas que uma mente doentia como a de Manson ansiava em encontrar. O que emerge é um retrato sombrio, mas alta-
mente convincente, de um “eterno predador social” que era “sempre o homem errado no lugar certo e na hora certa”. Prova disso é que em sua caçada desenfreada para ser tornar um superstar maior que os Beatles, Manson usou de seu discurso incendiário – que misturava caos, fanatismo religioso, cientologia e letras de músicas do Fab Four – para criar uma atmosfera magnética capaz de atrair aqueles que ele poderia usar para se tornar uma estrela. Dennis Wilson, baterista dos Beach Boys, foi um dos que caiu na armadilha.

A biografia não é apenas a história do mal personificado, mas uma prova definitiva de que o mito da América dourada, hippie, livre e eterna enquanto durou foi apenas uma ilusão. Ilusão cujo significado dependia de quem a via: para os hippies, tranquila e orgástica; para o The Mamas & The Papas, um sonho californiano; para os Beatles, chapada como Lucy in the Sky; para os conservadores, suja e nojenta; para os estudantes protestantes, mentirosa e tirana. Ou ela poderia ser apocalíptica, sombria, e sangrenta, como a América dourada de Charles Manson.
oaprendizverde.com.br


O Autor:
Jeff Guinn, premiado jornalista investigativo, é autor de dezenas de livros de ficção e nãoficação, muitos deles best-sellers, incluindo Go Down Together: The True Untold Story of Bonnie and Clyde (2010), que conta a história do casal de assaltantes e assassinos que aterrorizaram a América durante a Grande Depressão, no começo dos anos 1930; The Last Gunfight: The Real Story of the Shootout at the O.K. Corral and How It Changed the West (2012), sobre o famoso tiroteio em Tombstone, Arizona, em 1881, que definiu como as futuras gerações perceberiam o Velho Oeste e transformou figuras como Wyatt Earp, Doc Holliday, e os irmãos Clanton em lendas; e Glorious(2014), romance histórico ambientado no Velho Oeste, em 1872. Manson, a Biografia foi eleito um dos grandes livros do ano pelo New York Times Book Review; o melhor livro do mês em agosto de 2013 pela Amazon; e finalista na categoria Melhor Biografia do Goodreads Choice Awards. Best-seller do New York Times e da Publishers Weekly, revista que cobre o mercado editorial.

“A biografia mais profunda sobre o tema [...] Supreendente do começo ao fim.” 
— Janet Maslin, The New York Times —

“Brilhante. [...] O melhor livro sobre Manson que já li [...] e creio que já tenha lido todos eles.” 
— Jeffrey Deaver, premiado autor do best-seller O Colecionador de Ossos —

“Guinn oferece um novo olhar [...] um retrato amargo e profundamente convincente de um ‘predador social a vida inteira’ que sempre foi ‘o homem errado na hora e no lugar certos’.” 
— Daniel Stashower, The Washington Post —

“Fascinante e assustador, Guinn explora a profundidade da mente atormentada de Charles Manson com um empenho brilhante que eleva drasticamente o padrão das histórias sobre crimes reais.”
 
— Carlton Stowers, vencedor do Prêmio Edgar Allan Poe na categoria Melhor Crime Real por duas vezes —

“Guinn inscreve seu nome como um cronista obstinado e completo de conhecidos criminosos norte-americanos. Manson, a Biografia apresenta material inédito a partir de entrevistas exclusivas.” 
— Doug Childers, Richmond Times-Dispatch —

“Manson é um livro impossível de largar, os detalhes são tão palpáveis que a sensação de fazer parte de cada cena é impressionante. [...] Repleto de esperanças trucidadas e sonhos destruídos daqueles que entregaram suas vidas a um sociopata, Manson é uma tragédia americana." 
— Michael E. Young, Dallas Morning News —

“Às vezes um livro é tão bom que o resenhista não sabe por onde começar. Não acontece com frequência, mas esta é uma dessas vezes. [...] Jeff Guinn produziu não apenas a melhor biografia de Charles Manson, mas o melhor estudo sobre crimes americanos desde A Private Disgrace: Lizzie Borden by Daylight, de Victoria Lincoln.” 
— Florence King, National Review —

“Manson, a Biografia me nocauteou. [...] Guinn tornou-se verdadeiramente um grande escritor de não-ficção dos EUA.” 
— Daniel Woodrell, The Wall Street Journal —

“Guinn pinta um retrato vibrante de uma Califórnia em expansão, sacudida pelos protestos contra a guerra e pelas boas vibrações, escravizada pelo circo da mídia e por aqueles que aguardavam a era de Aquário.” 
— Xan Brooks, The Guardian —

“Livros como o de Guinn são escritos para lembrar os nascidos no pós-guerra por que eles cortaram seus cabelos e trocaram os alucinógenos por anti-depressivos.”— Christian Lorentzen, London Review of Books —


[ Veja + ]

My Life After Manson
Assista a um trecho do documentário My Life After Manson, de Olivia Klaus, onde Patricia Krenwinkel, uma das seguidoras de Charles Manson, condenada por sete assassinatos, fala sobre a luta para reconciliar dois momentos de sua vida: a menina de 21 anos que cometeu crimes para ganhar a aprovação do homem que amava; e a mulher de 66 anos que vive todos os dias assombrada pelo sofrimento sem fim que causou.

 http://www.nytimes.com/2014/08/05/opinion/my-life-after-manson.html

Jeff Guinn

Assista ao depoimento do autor do livro sobre a biografia.

http://books.simonandschuster.biz/Manson/Jeff-Guinn/9781451645163

Ficha Técnica
Título | Manson, a Biografia
Autor | Jeff Guinn
Tradutores | Daniel Alves da Cruz, Enrique Ulises Guajardo Cuevas, Márcia Targino de Lucena Monforte, Marcus Vinicius Gonçalves de Santana e Marília Rocha Ferreira
Editora | DarkSide®
Edição | 1a
Idioma | Português
Especificações | 520 páginas
Dimensões | 16 x 23 cm
Lançamento | Outubro de 2014
Editora DarkSide®

O horror, a fantasia, o suspense, o mágico. A Darkside®, primeira editora do Brasil inteiramente dedicada ao terror e à fantasia, reúne o que há de mais interessante e instigante no universo sombrio da literatura, de ontem e de hoje.

A cada página de um livro, a cada fase de um jogo, a cada calafrio, estaremos apostando sempre no escuro, no mágico, no inusitado, no novo. Go play!

Mais informações 
vc@darksidebooks.com | www.darksidebooks.com

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Resenha #54 - O Espadachim de Carvão

Postado por Diarios De Leitura - quinta-feira, agosto 07, 2014 - com 21 comentários
Ficha Técnica

Título: O Espadachim de Carvão
Autor: Affonso Solano
Editora: Fantasy - Casa da Palavra
Ano: 2013
ISBN: 9788577343348
Páginas: 256

Resenha

Somos introduzidos na trama que é contada em um "pós-início" dos acontecimentos, Adapak está sendo perseguido por criaturas assassinas e uma grande quantidade de informação é apresentada ao leitor somente no primeiro capítulo do livro. Observamos o comportamento do personagem, suas habilidades, pontos de vista, criaturas desconhecidas e diferentes informações para mostrar que sabemos apenas o que ele sabe, característica de narrativa em primeira pessoa, Adapak é tão novo neste mundo quanto nós.


Conforme seguimos com a narrativa, além de explorarmos mais o mundo de Kurgala com Adapak, "flashbacks" nos mostram um pouco mais sobre como foi a vida do personagem antes dos acontecimentos. Descobrimos de Adapak é filho de um dos 4 deuses de Kurgala, que toda sua vida ele passou em uma ilha em que seu pai mora, todo o conhecimento do mundo exterior veio de livros de aventuras e que sua fuga se iniciou com a invasão dos assassinos ao seu refúgio.



A narrativa do livro é aconchegante e convida o leitor a explorar mais as diversas criações que são apresentadas. O interessante deste novo mundo é a preocupação do autor de fazer uma adaptação de quase tudo, por exemplo temos medidas que são referências a animais existentes. Toda a arquitetura, os ambientes e os personagens em minha mente saiu como se Mike Mignola tive-se criado o universo de "The Last Airbender". Grandes construções em um mundo que lembra muito uma cultura mais asiática e uma mitologia muito ao meu ver é a melhor maneira de descrever esse universo criado por Solano. 




Os personagens possuem uma evolução clara em suas personalidades, com um foco maior em Adapak, alguns personagens secundários da trama não possuem essa evolução, porém, em outros o enredo se encarrega de fazer reviravoltas e suas verdadeiras intenções são apresentadas de maneiras muito interessantes.


Por se tratar da primeira publicação do autor, ele se saiu muito bem, a leitura do livro é bem rápida e dinâmica. Alguns elementos são "cansativos", algumas descrições mais elaboradas, como as lembranças de Adapak, mas é um processo de construção do personagem, cada elemento apresentado é bem encaixado na trama e sua menção ou significado engrandecem a obra. 



O livro é uma boa obra de literatura nacional, sua leitura é valida, possui poucas páginas e nos deixa instigados para futuras leituras relacionadas ao mundo de Kurgala. 







segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Promoção 1 ano de Diários de Leitura

Postado por Diarios De Leitura - segunda-feira, agosto 04, 2014 - com 36 comentários


Oi gente!
Esse mês é muito especial para nós, porque o blog completa 1 aninho! \o/
Nunca pensamos em como era difícil manter um blog, tivemos alguns altos e baixos, mas no final, deu tudo certo e estamos aqui, firmes e fortes. Só temos a agradecer vocês, leitores, que nos incentivam a continuar, que demonstram seu carinho pelo blog e por nós. Por isso, em parceria com os amigos dos blogs Universo do Mundo Otaku, Leitora Assídua, Livros e ChocolateMinha Vida Literária, Love Lovers Blog, Parte de Minha História, Estante da Rob, Cantinho da MáhAria BooksCantinho para Leitura, Inteiramente Diva, Histórias sem FimLiteralizando Sonhos, vamos fazer essa super promoção de aniversário para vocês!
Vamos lá!



Regras

Ter endereço de entrega no Brasil; 
Há somente uma entrada obrigatória (e-mail para confirmar a participação), as demais são opcionais, porém não esqueça que as chances de ganhar aumentam;
A promoção começa hoje e ficará no ar até o dia 31/08;
Serão sorteados 3 participantes, sendo que o 1º vencedor ganhará 1 kit de marcadores, 1 kit de poster e terá o direito de escolher 5 livros. O 2º ganhará 1 kit de marcador escolherá 4 livros. O último ficará com 1 kit de marcador e com os 3 livros restantes.
Os vencedores serão contatados por e-mail e terão até 72h para respondê-lo;
Os prêmios serão enviados de acordo com cada blogueiro participante, sendo o prazo de até 40 dias para todos os envios;
Os blogs não se responsabilizam em caso de danos ou extravios durante o transporte/entrega. Caso o livro volte por algum erro nos dados passados ou impossibilidade no ato da entrega, não será feito novo envio e o ganhador perderá o direito ao prêmio.

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Para quem tem dúvida de como preencher o formulário do Rafflecopter, que realmente é complicadinho, deixo esse link onde tem um tutorial explicando certinho como faz. Boa sorte! :)

a Rafflecopter giveaway








quarta-feira, 30 de julho de 2014

TAG: 7 Coisas

Postado por Diarios De Leitura - quarta-feira, julho 30, 2014 - com 17 comentários



Oi, gente! Faz tempo que a gente não responde uma tag, né?
Por isso, quando a Di do blog Parte de Minha História nos marcou, resolvemos responder a tag 7 coisas.
Lá vai!


Rayssa:

7 coisas para fazer antes de morrer:
1. Viver 1 ano em cada país, sem criar raízes
2. Ler a maior quantidade possível de livros
3. Ir para a Austrália
4. Conhecer a Hillsong Church
5. Viver de blog
6. Diminuir meu nariz
7. Ter uma biblioteca em casa

7 coisas que mais falo:
1. Saquei
2. De boa
3. Eu já li esse livro
4. Beleza
5. Eu quero isso
6. Vou comprar
7. Vou ler em breve

7 coisas que faço bem:
1. Escrever
2. Ler
3. Ser uma boa amiga
4. Corrigir a gramática alheia
5. Ouvir música
6. Observar 
7. Ser sincera

7 coisas que não faço bem:
1. Tocar instrumento musical
2. Cantar
3. Escolher apenas 1 livro
4. Arrumar meu quarto
5. Terminar algo que comecei
6. Demonstrar sentimentos
7. Dançar

7 coisas que me encantam:
1. Livros
2. Música
3. Sorrisos
4. Músicos
5. Imensidão do Universo
6. Lua
7. Liberdade

7 coisas que não gosto:
1. Preconceito
2. Frio
3. Pessoas simpáticas demais
4. Peixe e frutos do mar
5. Sertanejo
6. Amor não correspondido
7. Ciúmes

Ricardo:

7 coisas para fazer antes de morrer:
1. Viajar o mundo
2. Cursar uma segunda faculdade
3. Conhecer novas culturas
4. Ter filhos
5. Ser dono da própria empresa
6. Ser professor universitário
7. Ser milionário (no minimo)

7 coisas que mais falo:
1. Oi, tudo bem?
2. Sem problemas
3. Que legal
4. É foda
5. Exatamente
6. É muito caro
7. Até mais

7 coisas que faço bem:
1. Pintar
2. Aprender
3. Escutar
4. Observar
5. Cozinhar
6. Ler
7. Economizar

7 coisas que não faço bem:
1. Desenhar (à mão)
2. Cantar
3. Tocar instrumentos
4. Socializar
5. Escrever
6. Dançar
7. Academia

7 coisas que me encantam:
1. Aprender algo novo, todos os dias
2. Viajar
3. Comer
4. História
5. Artes em geral
6. Ciências
7. Boas experiências

7 coisas que não gosto:
1. Dogmas
2. Injustiças
3. Mentiras
4. ignorância
5. Frio
6. Acumulo de pessoas
7. Chuchu