segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Resenha #55 - Mauricio de Sousa por 50 artistas

Postado por Diarios De Leitura - segunda-feira, agosto 18, 2014 - com 1 comentário
Ficha Técnica

Título: MSP 50 - Mauricio de Sousa por 50 Artistas
Autores: Laerte, Rodrigo Rosa, Flávio Luiz, Gilmar, Daniel Brandão, Lelis, Antonio Eder, Cau Gomez, Lailson, Fido Nesti, Julia Bax, Orlandeli, Ivan Reis, Baptistão, Mascaro, Fábio Yabu, Jean Galvão, Raphael Salimena, Benett, Fábio Moon, Gabriel Bá, João Marcos, Jean Okada, Otoniel Oliveira, José Aguiar, Angeli, Samuel Casal, Osmarco Valladão, Manoel Magalhães, Antônio Cedraz, Erica Awano, Luciano Félix, Gustavo Duarte, Fábio Lyra, Fernando Gonsales, Vinicius Mitchell, Fernandes, Rafael Sica, Spacca, Wander Antunes, Fabio Cobiaco, Ziraldo, Christie Queiroz, Dalcio Machado, Jô Oliveira, Guazzelli, Laudo, Marcelo Campos, Renato Guedes e Vitor Cafaggi
Editora:Panini Books
Ano: 2009
ISBN: 9788573516180
Páginas:216


Resenha

Observar os personagens que tanto amamos e que acompanharam nossas infâncias pelos olhos de outros artistas é algo que me chamou muito a atenção desde a primeira vez que a ideia foi divulgada na mídia. Ficava imaginando vários personagens que eu gostava terem uma abordagem diferente, um olhar mais adulto (já que estava mais velho, e meu jeito de ver o mundo e consumí-lo tinha mudado). MSP 50 foi o "pontapé" inicial para a reformulação de alguns personagens pela linha Graphic MSP, como Turma da Monica Laços e outros personagens.

O encadernado reúne um copilado de pequenas histórias e ilustrações com a finalidade de homenagear Mauricio de Sousa. Os textos e formas que as homenagens são feitas são das mais variadas possíveis (afinal, são 50 artistas), cada olhar e cada traço nos remetem as lembranças calorosas de nossas primeiras leituras e algumas respostas de  perguntas que fazíamos a nós mesmos quando crianças. 

Alguns enredos variam, dando uma abordagem mais adulta, um olhar mais dramático para personagens que primeiramente eram inocentes, ou não conseguíamos enxergar um "outro lado" devido a nossa idade. Temas como solidão, amizade, compreensão, amor, respeito, saudade e outros são os principais sentimentos que preenchem as histórias aqui contadas.

As ilustrações são o prato principal que você irá degustar na leitura desta compilação, são as mais variadas possíveis, a observação de como cada traço se casa com o tipo de roteiro apresentado e o personagem que nele é interpretado faz a mente do leitor visualizar melhor os diversos ângulos deixados por cada artista, sentimos toda a ideia e emoção ali aplicadas.


MSP 50 é uma excelente leitura para você fã da turma do bairro do Limoeiro e que ainda não está muito por dentro das novas histórias que estão sendo contadas, e se você já é um leitor da Graphic MSP (assim como eu), é uma ótima maneira de compreender como esse novo universo mais "adulto" da turminha se iniciou. 

Algumas das tirinhas são menos relevantes que outras, é difícil ver o trabalho de diferentes artistas reunidos e não compará-los, porém, a qualidade total não se perde e é exatamente essa diversidade que faz a beleza da obra como um todo.


  

domingo, 10 de agosto de 2014

45 ANOS DE UM PESADELO AMERICANO

Postado por Diarios De Leitura - domingo, agosto 10, 2014 - com 20 comentários
 CRIME SCENE é a divisão criminal da DARKSIDE® BOOKS para entender a mente dos assassinos mais temidos e cruéis de todos os tempos. Histórias reais, assassinos reais, de uma maneira que você nunca viu, estudados com profundidade, rigor científico e conhecimento psicológico.

45 ANOS DE UM PESADELO AMERICANO EM OUTUBRO NAS LIVRARIAS

Manson, a biografia
por Jeff Guinn

Ele acreditava ser o escolhido, o filho do cara, mas se contentaria em ser um superstar. Acabou por ser o porta-voz de um pesadelo americano do qual ainda não despertamos.

“Manson não é simplesmente uma biografia de um assassino e um líder de culto. É uma história da cultura norte-americana da Grande Depressão ao final do século XX. [...] um estudo fascinante da ambição, avareza, mesquinharia, controle da mente, celebrifilia (um desejo intenso e patólogico para se relacionar com uma celebridade), sexo, narcóticos, racismo e abuso de poder. Ninguém contou a história de forma tão precisa quanto Jeff Guinn. É a história dos ex-presidentes Richard Nixon e Lyndon Johnson, de Martin Luther King, do Vietnã, do movimento ativista estudantil da nova esquerda Students for a Democratic Society, dos Panteras Negras, da cultura lisérgica e de uma nação em processo de degradação. Esta é uma viagem espetacular.”

James Lee Burke, renomado autor de livros policiais, vencedor por duas vezes do Prêmio Edgar Allan Poe

“Impressionante. [...] O livro de Vincent Bugliosi, Helter Skelter, me levou a crer que não havia mais nada a aprender. [...] Eu estava errada. [...] [Manson] se sustenta como um trabalho definitivo: importante para estudantes de criminologia, psicopatologia e sociopatologia, além daqueles interessados no comportamento humano, na cultura pop e na música, que te prende até a última página.”

 Ann Rule, The New York Times Book Review

Ele só queria ser um Superstar

Sexo, drogas e rock ‘n’ roll. Crimes, estupros e assassinatos. Charles Manson fez de sua história a trilha sonora do fim do mundo. A metáfora favorita da América para o lado negro dá década de 1960, Manson foi o cabeludo que matou o sonho de Woodstock e o retrato perfeito de como toda aquela filosofia da geração paz e amor não funcionou. 
Psicopata, vigarista, racista e cafetão. Olhos em chamas, barba por fazer, cabelos des-penteados e uma suástica tatuada na testa. A diabólica imagem de Charles Manson está gravada no inconsciente popular e é reconhecidamente assustadora. Após quatro décadas dos seus terríveis atos, os assassinatos orquestrados por ele continuam a exercer um mórbido fascínio. Dezenas de livros já foram escritos sobre Manson nesses mais de quarenta anos, e agora uma meticulosa pesquisa desenvolvida pelo biógrafo Jeff Guinn surge como o guia definitivo do homem que entrou para a história como sinônimo do mal.

Manson, a Biografia consegue, contra todas as possibilidades, oferecer uma visão fresca e um complemento digno e, porque não, acima do até então melhor livro sobre o caso: Helter Skelter, de Vincent Bugliosi. Resultado de dois anos de pesquisas, o livro de Guinn oferece uma nova visão para aqueles que vivenciaram a turbulenta era de paz & amor assim como o contexto necessário para as gerações que vieram depois. Ler o livro é como vivenciar aquela época. Guinn consegue transportar o leitor para os dias de ira e caos, sexo e drogas, rock ‘n’ roll e celebridades, costurando o homem em seu ambiente, um ambiente perfeito e catastrófico, que forneceu todas as respostas que uma mente doentia como a de Manson ansiava em encontrar. O que emerge é um retrato sombrio, mas alta-
mente convincente, de um “eterno predador social” que era “sempre o homem errado no lugar certo e na hora certa”. Prova disso é que em sua caçada desenfreada para ser tornar um superstar maior que os Beatles, Manson usou de seu discurso incendiário – que misturava caos, fanatismo religioso, cientologia e letras de músicas do Fab Four – para criar uma atmosfera magnética capaz de atrair aqueles que ele poderia usar para se tornar uma estrela. Dennis Wilson, baterista dos Beach Boys, foi um dos que caiu na armadilha.

A biografia não é apenas a história do mal personificado, mas uma prova definitiva de que o mito da América dourada, hippie, livre e eterna enquanto durou foi apenas uma ilusão. Ilusão cujo significado dependia de quem a via: para os hippies, tranquila e orgástica; para o The Mamas & The Papas, um sonho californiano; para os Beatles, chapada como Lucy in the Sky; para os conservadores, suja e nojenta; para os estudantes protestantes, mentirosa e tirana. Ou ela poderia ser apocalíptica, sombria, e sangrenta, como a América dourada de Charles Manson.
oaprendizverde.com.br


O Autor:
Jeff Guinn, premiado jornalista investigativo, é autor de dezenas de livros de ficção e nãoficação, muitos deles best-sellers, incluindo Go Down Together: The True Untold Story of Bonnie and Clyde (2010), que conta a história do casal de assaltantes e assassinos que aterrorizaram a América durante a Grande Depressão, no começo dos anos 1930; The Last Gunfight: The Real Story of the Shootout at the O.K. Corral and How It Changed the West (2012), sobre o famoso tiroteio em Tombstone, Arizona, em 1881, que definiu como as futuras gerações perceberiam o Velho Oeste e transformou figuras como Wyatt Earp, Doc Holliday, e os irmãos Clanton em lendas; e Glorious(2014), romance histórico ambientado no Velho Oeste, em 1872. Manson, a Biografia foi eleito um dos grandes livros do ano pelo New York Times Book Review; o melhor livro do mês em agosto de 2013 pela Amazon; e finalista na categoria Melhor Biografia do Goodreads Choice Awards. Best-seller do New York Times e da Publishers Weekly, revista que cobre o mercado editorial.

“A biografia mais profunda sobre o tema [...] Supreendente do começo ao fim.” 
— Janet Maslin, The New York Times —

“Brilhante. [...] O melhor livro sobre Manson que já li [...] e creio que já tenha lido todos eles.” 
— Jeffrey Deaver, premiado autor do best-seller O Colecionador de Ossos —

“Guinn oferece um novo olhar [...] um retrato amargo e profundamente convincente de um ‘predador social a vida inteira’ que sempre foi ‘o homem errado na hora e no lugar certos’.” 
— Daniel Stashower, The Washington Post —

“Fascinante e assustador, Guinn explora a profundidade da mente atormentada de Charles Manson com um empenho brilhante que eleva drasticamente o padrão das histórias sobre crimes reais.”
 
— Carlton Stowers, vencedor do Prêmio Edgar Allan Poe na categoria Melhor Crime Real por duas vezes —

“Guinn inscreve seu nome como um cronista obstinado e completo de conhecidos criminosos norte-americanos. Manson, a Biografia apresenta material inédito a partir de entrevistas exclusivas.” 
— Doug Childers, Richmond Times-Dispatch —

“Manson é um livro impossível de largar, os detalhes são tão palpáveis que a sensação de fazer parte de cada cena é impressionante. [...] Repleto de esperanças trucidadas e sonhos destruídos daqueles que entregaram suas vidas a um sociopata, Manson é uma tragédia americana." 
— Michael E. Young, Dallas Morning News —

“Às vezes um livro é tão bom que o resenhista não sabe por onde começar. Não acontece com frequência, mas esta é uma dessas vezes. [...] Jeff Guinn produziu não apenas a melhor biografia de Charles Manson, mas o melhor estudo sobre crimes americanos desde A Private Disgrace: Lizzie Borden by Daylight, de Victoria Lincoln.” 
— Florence King, National Review —

“Manson, a Biografia me nocauteou. [...] Guinn tornou-se verdadeiramente um grande escritor de não-ficção dos EUA.” 
— Daniel Woodrell, The Wall Street Journal —

“Guinn pinta um retrato vibrante de uma Califórnia em expansão, sacudida pelos protestos contra a guerra e pelas boas vibrações, escravizada pelo circo da mídia e por aqueles que aguardavam a era de Aquário.” 
— Xan Brooks, The Guardian —

“Livros como o de Guinn são escritos para lembrar os nascidos no pós-guerra por que eles cortaram seus cabelos e trocaram os alucinógenos por anti-depressivos.”— Christian Lorentzen, London Review of Books —


[ Veja + ]

My Life After Manson
Assista a um trecho do documentário My Life After Manson, de Olivia Klaus, onde Patricia Krenwinkel, uma das seguidoras de Charles Manson, condenada por sete assassinatos, fala sobre a luta para reconciliar dois momentos de sua vida: a menina de 21 anos que cometeu crimes para ganhar a aprovação do homem que amava; e a mulher de 66 anos que vive todos os dias assombrada pelo sofrimento sem fim que causou.

 http://www.nytimes.com/2014/08/05/opinion/my-life-after-manson.html

Jeff Guinn

Assista ao depoimento do autor do livro sobre a biografia.

http://books.simonandschuster.biz/Manson/Jeff-Guinn/9781451645163

Ficha Técnica
Título | Manson, a Biografia
Autor | Jeff Guinn
Tradutores | Daniel Alves da Cruz, Enrique Ulises Guajardo Cuevas, Márcia Targino de Lucena Monforte, Marcus Vinicius Gonçalves de Santana e Marília Rocha Ferreira
Editora | DarkSide®
Edição | 1a
Idioma | Português
Especificações | 520 páginas
Dimensões | 16 x 23 cm
Lançamento | Outubro de 2014
Editora DarkSide®

O horror, a fantasia, o suspense, o mágico. A Darkside®, primeira editora do Brasil inteiramente dedicada ao terror e à fantasia, reúne o que há de mais interessante e instigante no universo sombrio da literatura, de ontem e de hoje.

A cada página de um livro, a cada fase de um jogo, a cada calafrio, estaremos apostando sempre no escuro, no mágico, no inusitado, no novo. Go play!

Mais informações 
vc@darksidebooks.com | www.darksidebooks.com

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Resenha #54 - O Espadachim de Carvão

Postado por Diarios De Leitura - quinta-feira, agosto 07, 2014 - com 21 comentários
Ficha Técnica

Título: O Espadachim de Carvão
Autor: Affonso Solano
Editora: Fantasy - Casa da Palavra
Ano: 2013
ISBN: 9788577343348
Páginas: 256

Resenha

Somos introduzidos na trama que é contada em um "pós-início" dos acontecimentos, Adapak está sendo perseguido por criaturas assassinas e uma grande quantidade de informação é apresentada ao leitor somente no primeiro capítulo do livro. Observamos o comportamento do personagem, suas habilidades, pontos de vista, criaturas desconhecidas e diferentes informações para mostrar que sabemos apenas o que ele sabe, característica de narrativa em primeira pessoa, Adapak é tão novo neste mundo quanto nós.


Conforme seguimos com a narrativa, além de explorarmos mais o mundo de Kurgala com Adapak, "flashbacks" nos mostram um pouco mais sobre como foi a vida do personagem antes dos acontecimentos. Descobrimos de Adapak é filho de um dos 4 deuses de Kurgala, que toda sua vida ele passou em uma ilha em que seu pai mora, todo o conhecimento do mundo exterior veio de livros de aventuras e que sua fuga se iniciou com a invasão dos assassinos ao seu refúgio.



A narrativa do livro é aconchegante e convida o leitor a explorar mais as diversas criações que são apresentadas. O interessante deste novo mundo é a preocupação do autor de fazer uma adaptação de quase tudo, por exemplo temos medidas que são referências a animais existentes. Toda a arquitetura, os ambientes e os personagens em minha mente saiu como se Mike Mignola tive-se criado o universo de "The Last Airbender". Grandes construções em um mundo que lembra muito uma cultura mais asiática e uma mitologia muito ao meu ver é a melhor maneira de descrever esse universo criado por Solano. 




Os personagens possuem uma evolução clara em suas personalidades, com um foco maior em Adapak, alguns personagens secundários da trama não possuem essa evolução, porém, em outros o enredo se encarrega de fazer reviravoltas e suas verdadeiras intenções são apresentadas de maneiras muito interessantes.


Por se tratar da primeira publicação do autor, ele se saiu muito bem, a leitura do livro é bem rápida e dinâmica. Alguns elementos são "cansativos", algumas descrições mais elaboradas, como as lembranças de Adapak, mas é um processo de construção do personagem, cada elemento apresentado é bem encaixado na trama e sua menção ou significado engrandecem a obra. 



O livro é uma boa obra de literatura nacional, sua leitura é valida, possui poucas páginas e nos deixa instigados para futuras leituras relacionadas ao mundo de Kurgala. 







segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Promoção 1 ano de Diários de Leitura

Postado por Diarios De Leitura - segunda-feira, agosto 04, 2014 - com 35 comentários


Oi gente!
Esse mês é muito especial para nós, porque o blog completa 1 aninho! \o/
Nunca pensamos em como era difícil manter um blog, tivemos alguns altos e baixos, mas no final, deu tudo certo e estamos aqui, firmes e fortes. Só temos a agradecer vocês, leitores, que nos incentivam a continuar, que demonstram seu carinho pelo blog e por nós. Por isso, em parceria com os amigos dos blogs Universo do Mundo Otaku, Leitora Assídua, Livros e ChocolateMinha Vida Literária, Love Lovers Blog, Parte de Minha História, Estante da Rob, Cantinho da MáhAria BooksCantinho para Leitura, Inteiramente Diva, Histórias sem FimLiteralizando Sonhos, vamos fazer essa super promoção de aniversário para vocês!
Vamos lá!



Regras

Ter endereço de entrega no Brasil; 
Há somente uma entrada obrigatória (e-mail para confirmar a participação), as demais são opcionais, porém não esqueça que as chances de ganhar aumentam;
A promoção começa hoje e ficará no ar até o dia 31/08;
Serão sorteados 3 participantes, sendo que o 1º vencedor ganhará 1 kit de marcadores, 1 kit de poster e terá o direito de escolher 5 livros. O 2º ganhará 1 kit de marcador escolherá 4 livros. O último ficará com 1 kit de marcador e com os 3 livros restantes.
Os vencedores serão contatados por e-mail e terão até 72h para respondê-lo;
Os prêmios serão enviados de acordo com cada blogueiro participante, sendo o prazo de até 40 dias para todos os envios;
Os blogs não se responsabilizam em caso de danos ou extravios durante o transporte/entrega. Caso o livro volte por algum erro nos dados passados ou impossibilidade no ato da entrega, não será feito novo envio e o ganhador perderá o direito ao prêmio.

Entradas opcionais

Seguir os blogs com caixa de seguidores do Blogger
Curtir a página dos blogs no Facebook.

Para quem tem dúvida de como preencher o formulário do Rafflecopter, que realmente é complicadinho, deixo esse link onde tem um tutorial explicando certinho como faz. Boa sorte! :)

a Rafflecopter giveaway








quarta-feira, 30 de julho de 2014

TAG: 7 Coisas

Postado por Diarios De Leitura - quarta-feira, julho 30, 2014 - com 17 comentários



Oi, gente! Faz tempo que a gente não responde uma tag, né?
Por isso, quando a Di do blog Parte de Minha História nos marcou, resolvemos responder a tag 7 coisas.
Lá vai!


Rayssa:

7 coisas para fazer antes de morrer:
1. Viver 1 ano em cada país, sem criar raízes
2. Ler a maior quantidade possível de livros
3. Ir para a Austrália
4. Conhecer a Hillsong Church
5. Viver de blog
6. Diminuir meu nariz
7. Ter uma biblioteca em casa

7 coisas que mais falo:
1. Saquei
2. De boa
3. Eu já li esse livro
4. Beleza
5. Eu quero isso
6. Vou comprar
7. Vou ler em breve

7 coisas que faço bem:
1. Escrever
2. Ler
3. Ser uma boa amiga
4. Corrigir a gramática alheia
5. Ouvir música
6. Observar 
7. Ser sincera

7 coisas que não faço bem:
1. Tocar instrumento musical
2. Cantar
3. Escolher apenas 1 livro
4. Arrumar meu quarto
5. Terminar algo que comecei
6. Demonstrar sentimentos
7. Dançar

7 coisas que me encantam:
1. Livros
2. Música
3. Sorrisos
4. Músicos
5. Imensidão do Universo
6. Lua
7. Liberdade

7 coisas que não gosto:
1. Preconceito
2. Frio
3. Pessoas simpáticas demais
4. Peixe e frutos do mar
5. Sertanejo
6. Amor não correspondido
7. Ciúmes

Ricardo:

7 coisas para fazer antes de morrer:
1. Viajar o mundo
2. Cursar uma segunda faculdade
3. Conhecer novas culturas
4. Ter filhos
5. Ser dono da própria empresa
6. Ser professor universitário
7. Ser milionário (no minimo)

7 coisas que mais falo:
1. Oi, tudo bem?
2. Sem problemas
3. Que legal
4. É foda
5. Exatamente
6. É muito caro
7. Até mais

7 coisas que faço bem:
1. Pintar
2. Aprender
3. Escutar
4. Observar
5. Cozinhar
6. Ler
7. Economizar

7 coisas que não faço bem:
1. Desenhar (à mão)
2. Cantar
3. Tocar instrumentos
4. Socializar
5. Escrever
6. Dançar
7. Academia

7 coisas que me encantam:
1. Aprender algo novo, todos os dias
2. Viajar
3. Comer
4. História
5. Artes em geral
6. Ciências
7. Boas experiências

7 coisas que não gosto:
1. Dogmas
2. Injustiças
3. Mentiras
4. ignorância
5. Frio
6. Acumulo de pessoas
7. Chuchu




domingo, 27 de julho de 2014

Resenha #53 - Esposa 22

Postado por Diarios De Leitura - domingo, julho 27, 2014 - com 11 comentários

Ficha Técnica

Título: Esposa 22
Título original: Wife 22
Autor: Melanie Gideon
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
ISBN: 9788580572414
Páginas: 400


Resenha

Alice Buckle está prestes a completar 45 anos, idade com a qual sua mãe morreu. Seu casamento vai de mal a pior, ela acha que seu filho, Peter, de 12 anos é homossexual e que sua filha, Zoe, de 15 anos tem transtorno alimentar. Para fechar, ela trabalha numa escola como professora de teatro, mas seu sonho é ser autora de peças teatrais. 

William, seu marido, é um bom homem, mas os dois se distanciaram tanto que não passam de dois estranhos vivendo sob o mesmo teto. Quase não conversam e ficam constrangidos quando tem que passar muito tempo juntos.

Por esse motivo, Alice aceita participar de uma pesquisa online sobre casamento, mas ela mantem tudo em segredo. Ela é a Esposa 22 e quem envia as perguntas para que ela responda é o Pesquisador 101. O anonimato faz com que Alice abra verdadeiramente seu coração e cada resposta é um alívio, uma terapia. Ela revela coisas sobre a intimidade de seu casamento, conta como se conheceram e como eram apaixonados. 

Inicialmente, o contato entre Alice e o Pesquisador 101 era apenas a propósito da pesquisa, mas com o passar do tempo, ele também começou a se abrir, os dois viram que tinham muita coisa em comum e começam a flertar e a conversar diariamente pelo Facebook, claro que ambos com perfil falso. Uma confusão de sentimentos a atinge e faz com que fique perdida em alguns momentos. Agora ela tem que refletir bem e ver o que sente pelo seu marido e pelo pesquisador para dar um rumo novo à sua vida.

Esposa 22  é um livro agradabilíssimo, que me surpreendeu de maneira muito positiva. Alice é divertida e sonha ainda em escrever uma peça de sucesso, mas sua estreia desastrosa a fez desistir. É muito legal ver o relacionamento que ela tem com seus alunos e com os pais deles. A narrativa flui muito bem, o livro é narrado em primeira pessoa e em muitas partes tem o formato de e-mails, posts do Facebook (Alice é viciada na rede) e questionário.

William é publicitário, ele e Alice trabalharam juntos em uma agência de publicidade, mas ela abandonou a área para fazer o que gostava. Já William se manteve e me fez pensar que esse não é primeiro livro que leio onde há um publicitário no relacionamento e esse relacionamento está desmoronando. Será um sinal? Espero que não, afinal publicitários são muuuito legais! haha Isso só fez com que eu gostasse mais ainda do livro, já que sou uma publicitária apaixonada pela profissão.

Preciso destacar aqui a melhor amiga de Alice, Nedra, que é super companheira. Nedra mora com sua namorada Kate há anos e tem um filho, Jason, que é apaixonado por Zoe, filha de Alice. Eu achei lindo como a autora retratou essa família, sem preconceitos e rompendo barreiras como a de ter um filho. Em um determinado momento, Jason comenta que ele é privilegiado porque tem duas mães. Tiro o meu chapéu para a autora.

Mais ou menos na metade do livro, eu já havia previsto o final, mas mesmo assim foi uma leitura muito boa, que valeu a pena. Recomendo esse chick-lit à todos, vocês vão rir e se emocionar.





domingo, 20 de julho de 2014

O Guia do Mochileiro da Bienal do Livro

Postado por Diarios De Leitura - domingo, julho 20, 2014 - com 21 comentários

Bem-vindo ao Guia do Mochileiro da Bienal do Livro, aqui estão quase todas (se não todas) as informações necessárias para a sua sobrevivência na vastidão de estantes e multidões de espécies variadas de leitores sedentos por novidades e compras. Faltando pouco mais de um mês para a Bienal do Livro de São Paulo, encontramos veteranos do evento como também novatos, por isso esse guia irá lhe dar algumas dicas para que tudo ocorra bem e você aproveite 100%.

1° - O Dia: escolher qual dia você vai é sempre importante, normalmente as grandes atrações acontecem aos finais de semana, mas nesses dias é que se tem o maior número de pessoas, os brindes acabam rápido, tem fila para tudo, difícil locomoção, ou seja, um "vuco-vuco" de gente. Os dias mais tranquilos, são os dias úteis da semana, você vai conseguir pegar a grande maioria (se não todos) os brindes disponíveis no dia, circular com tranquilidade e aproveitar muito o evento. Caso você só tenha a opção do final de semana, acompanhe as dicas que vão lhe ajudar a sobreviver na selva.

2° - Planejamento: saiba exatamente o que você quer, tenha sempre em foco seu objetivo e planeje muito bem antes do evento. Saiba quais livros são sua prioridade, de qual editora ele é (os estandes da Bienal são por editoras), e ao chegar no evento, veja um mapa do local e compre tudo o que você quer primeiro, depois disso pode circular tranquilamente pelo evento observados as diversidades literárias que vão estar expostas. 

3° - Transporte: parece ser uma ótima ideia você pegar seu pequeno automóvel e se dirigir ao estacionamento do evento com toda a tranquilidade e parar seu carro em um lugar seguro e próximo da entrada do local. Pois bem, isso não se aplica a finais de semana, primeiro e último dia de evento, aparentemente todos, eu disse TODOS os leitores do Brasil vão nos finais de semana para a Bienal, então espere um super trânsito dentro e fora do estacionamento, que normalmente é caro. A melhor opção por incrível que pareça são os transportes públicos, existem ônibus circulando frequentemente das rodoviárias de São Paulo te levando até o evento totalmente de graça. É normal se formar uma grande fila no final do evento, mas para que a pressa? Você já comprou todos os livros que queria durante o dia todo mesmo.

4° - Entrada e circulação: Se você escolheu um dia de meio de semana, sem problemas, chegue no evento, pague seu ingresso ou se você já tem a entrada, vá direto à roleta e pronto, você já está dentro da Bienal. Agora, se você for num dia movimentado, vamos facilitar a entrada de todos, tenha seu dinheiro trocado, de fácil acesso para, não enrole, queremos agilidade pessoal. Dentro do evento, evite multidões. Se a multidão está no estande que você escolheu, temos 2 opções: ou você deixa o estande para depois, ou encara a multidão. Agora se você estiver só de passagem, às vezes dar uma volta na quadra é mais rápido do que encarar o povo reunido.

5º -  Comprando: Ao ver aqueles milhares de livros à sua disposição, é normal uma euforia de compras tomar conta de nós, mas CALMA, a intenção das bienais é sim um menor preço de venda para aqueles livros que você tanto queria, mas não é sempre que isso acontece. Fique atento, pois aquele livro maravilho pode estar mais barato na internet, e pela euforia você acabou pagando mais por ele. Pesquisa é sempre importante, tanto antes quanto durante o evento (se for possível). 

6° - Carregamento: Você vai comprar alguns livros ou vai comprar uma "porrada" de livros? Normalmente, mesmo que sua opção seja alguns livros, você vai levar uma "porrada" de livros. Papel pesa, isso é um fato, então escolha uma mala de rodinhas, assim você enche ela com seus livros e não carrega peso, porque carregar muitos quilos de papel em uma mochila, o resultado é só 1: no final do dia vai estar com as costas doendo. Agora se você for realmente comprar poucas coisas, uma mochila facilita a circulação pelos corretores e poupa espaço.

7° -  Alimentação: Existe um horário em que a praça de alimentação se torna um inferno na terra, esse horário é das 11h às 15:h, eu recomendo deixar uma pessoa guardando lugar (se achar lugar) e o resto escolhe o que vai comer e encara as super filas (não importa o que você escolha comer, vai ter fila). Recomendo você almoçar cedo ou tomar um café reforçado para almoçar mais tarde.

8º - Autógrafos: Aquele autor que você tanto gosta vai estar presente no evento e você já pensa em quais livros levar para autografar e as fotos que vai tirar. A conta é simples, quanto maior o renome do autor que você gosta, maior a quantidade de pessoas que teve a mesma ideia que você. Observe o horário em que o autor estará distribuindo os autógrafos, chegue cedo no estande e tente seguir a fila se ela já tiver se formado. Se você não conseguiu chegar cedo para pegar seu lugar, se prepare, pois vai passar um bom tempo na fila para receber seu autógrafo.


9º -  Saída: Aqui é a parte mais simples, siga as sinalizações e logo você vai estar fora do evento. Depois é só seguir seu caminho com o coração alegre, a mochila cheia de livros e a carteira vazia (mas muito feliz).

Espero que as dicas lhe proporcionem uma melhor experiência na nossa querida Bienal do Livro.



domingo, 13 de julho de 2014

Editora Biruta lança livro sobre o universo mágico do mundo infantil

Postado por Diarios De Leitura - domingo, julho 13, 2014 - com 12 comentários

“Aí, eu vi o sol que acordava lá onde o céu faz uma curva. Abria seu olho enorme para ver se ainda restavam algumas sombras da noite nos passos da madrugada”.

Essa é a história de uma criança sonhadora passeando pelo mundo. Aquilo que seus olhos enxergam pode se transformar em um cenário magnífico, onde as ondas do mar são leões com jubas brancas e os raios de sol são as pernas finas e compridas de uma aranha dourada.

Em O que eu vi por aí, indicado para crianças a partir de 8 anos, o autor Cyro de Mattos aproxima os pequenos (e grandes) leitores de um universo mágico e divertido, com direito às ilustrações vivas e coloridas da polonesa Marta Ignerska. Cada página traz um novo ângulo de visão, onde o texto se mistura com a arte e conduz o leitor como se fosse o guia de um city tour.

Sobre o autor
Cyro de Mattos nasceu em Itabuna, sul da Bahia. Contista, poeta, cronista, organizador de antologias e autor de livros infantojuvenis, já publicou mais de 30 livros. Foi laureado com a Medalha do Mérito do Governo da Bahia. Está presente em antologias importantes no Brasil, em Portugal, Alemanha, Itália, Dinamarca, Rússia e Estados Unidos. Integra o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e a Academia de Letras da Bahia.

Sobre a ilustradora
Marta Ignerska é uma importante designer gráfica e ilustradora polonesa. Nasceu em 1978 e formou-se na Academia de Belas Artes de Varsóvia, em 2005. Ilustrou e fez o projeto gráfico de muitos livros e já ganhou diversos prêmios, cinco deles pelo livro O Tamanho do Meu Sonho, publicado pela Editora Biruta em 2010.

Sobre a Editora Biruta
A Editora Biruta, criada no ano de 2000 pelas sócias Eny Maia e Mônica Maluf, tem seu foco na Literatura Infantil e Juvenil. Os seus livros já receberam diversos prêmios, como o Altamente Recomendável da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e o Jabuti, além de terem sido inseridos em catálogos internacionais e selecionados pelo PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola). A proposta da Editora Biruta é oferecer aos seus leitores o melhor texto, ilustrações criativas e projetos gráficos instigantes, por meio de temas que lhes acrescentem novas vivências e se abram a múltiplas interpretações – sempre de maneira lúdica e inventiva.

O que eu vi por aí, Cyro de Mattos, R$ 35, ISBN 978-85-7848-131-5, a partir de 8 anos, 44 páginas.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Resenha #52 - Cidades de Papel

Postado por Diarios De Leitura - terça-feira, julho 08, 2014 - com 15 comentários
Ficha Técnica

Título: Cidades de Papel
Título original: Paper Towns
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
ISBN: 9788580573749
Páginas: 366


Resenha

Cidades de Papel foi o segundo livro que li de John Green, o primeiro foi A Culpa é Das Estrelas, que eu gosto muito. 

Quentin é um garoto que está no último ano da escola e é apaixonado pela sua vizinha Margo desde criança. Antigamente, costumavam brincar muito no parque do condomínio onde moram, e um dia encontraram um homem morto. Margo havia dito a Quentin que os fios dele tinham se arrebentado e por isso morreu e isso ficou gravado na mente de Quentin por muito tempo.  Os dois cresceram e as coisas mudaram, cada um fez sua turma de amigos e acabaram se distanciando. Por isso ele fica muito surpreso quando, numa noite, Margo aparece em sua janela convidando-o para uma aventura e claro, ele aceita.

Essa aventura é na verdade uma vingança de Margo, ela deixa algo “especial” para cada um dos “amigos” que a magoaram, a começar pelo namorado Jase que a estava traindo com sua grande amiga Becca. Por fim, é a vez de Q escolher uma pessoa para se vingar e ele escolhe Chuck, o fortão da escola que pratica bullying com todo mundo, inclusive com Q e seus amigos Ben e Radar. Depois disso, os dois invadem o SeaWorld e terminam a noite olhando o céu. 

No dia seguinte, Margo some. Mas isso não é novidade, ela já havia fugido de casa antes, a maioria das pessoas acredita que ela só quer chamar a atenção. Q não acredita nisso. Nas outras vezes que fugiu, Margo deixou pistas que indicavam onde ela estava e dessa vez não foi diferente, porém as pistas eram para que Q a encontrasse e assim começa sua busca por Margo.

A trama do livro é bastante envolvente, a narrativa é muito fluida e é possível perceber o estilo John Green de escrever, principalmente nos personagens, que são nerds. O meio da trama foi um pouco cansativo porque não acontecia muita coisa, mas depois melhorou e a aventura de verdade foi sensacional. É um livro muito reflexivo, que nos mostra que pessoas são apenas pessoas. Muitas vezes "endeusamos" alguém, achamos fulano perfeito, mas no final, são pessoas como todo mundo, cada uma com suas qualidades e defeitos.

Eu me identifiquei demais com a Margo. Eu sempre tive vontade de fugir pelos mesmos motivos que ela sempre fugiu. Nem tenho palavras para expressar o quanto meus pensamentos são parecidos com os dela, inclusive acredito que são questionamentos super válidos. Recomendo bastante para todo mundo, esse livro vai mudar um pouco sua perspectiva de mundo. 

Só para constar, são histórias com temas totalmente diferentes, mas ainda prefiro A Culpa é das Estrelas.




quarta-feira, 25 de junho de 2014

Resenha #51 - A Trajetória de um Publicitário Comum

Postado por Diarios De Leitura - quarta-feira, junho 25, 2014 - com 17 comentários
Ficha Técnica

Título: A Trajetória de um Publicitário Comum
Autor: André Porto Alegre
ISBN: 978-85-8230-110-4
Páginas: 144
Ano: 2014
Editora: Matrix

Resenha

Oi, gente! Primeiramente quero anunciar que voltamos à ativa. E sei que vocês merecem saber o motivo do nosso sumiço, que basicamente é a faculdade. Final de semestre é sempre complicado, final de semestre que antecede o TCC é mais ainda. Estava tão atolada de coisas pra fazer que nem ler eu conseguia. Mas agora as férias chegaram e pretendemos colocar tudo em ordem.

Recebi o livro "A Trajetória de um Publicitário Comum" da Editora Matrix, que aliás deve ter pensado que demos um balão neles, mas peço desculpas novamente pela demora, a correria não permitiu que eu lesse o livro antes. Eu estava muito, mas muito ansiosa para lê-lo com calma porque esperava que fosse acrescentar muito para a minha profissão. Para quem não sabe, sou publicitária e foi isso que me fez solicitar esse livro.
Ele conta a história de André Porto Alegre, um publicitário muito renomado de São Paulo. 

O livro inicia com um prefácio escrito por ninguém menos que Luiz Lara, presidente da Lew'Lara/TBWA, uma das maiores agências de publicidade de São Paulo. Em seguida, André Porto Alegre faz uma definição de publicitários, onde nos compara com "Contadores de Histórias" e a descrição dele me fez chorar, porque eu amo demais minha profissão e o André a descreveu da melhor maneira possível. Aqui vai um trechinho: 

"Estudamos, e não é pouco, para, cada vez mais, contar melhores histórias. Mais verdadeiras, mais éticas, mais bonitas. Não temos preconceito quanto à forma. Contamos história na TV, no cinema, no rádio, nas revistas, nos jornais, nos outdoors, na internet, e hoje, cada vez mais, inventamos novos locais, milhares deles, para contar nossas histórias. Esse é um propósito. Onde houver alguém, descobriremos uma forma de contar histórias."

Ele comenta também sobre o ensino na área de Publicidade no Brasil. A partir desse ponto, a história se desenvolve no momento em que André entra para a faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, no curso de Jornalismo. Ele é de Porto Alegre, está morando sozinho em SP e precisa correr atrás do seu primeiro estágio. Consegue entrar numa empresa pequena que vende anúncios de classificados e então começa a crescer muito rápido. Ele passa por renomadas empresas como Folha de São Paulo, Maurício de Sousa Produções, Y&R entre outras, isso com menos de 30 anos de idade. Ele atua na parte de consultoria, atendimento, enfim, trata diretamente com os clientes e é muito bom no que faz, inclusive percebi pelo livro que ele é ótimo com as palavras e sabe mostrar ao cliente aquilo que ele precisa. André também dá dicas de como se comportar em várias situações, cita como está o mercado publicitário e isso eu achei bem legal.

Mas, como boa publicitária, eu não poderia deixar de questionar o título. Acredito que o André não teve a oportunidade de conhecer o mercado do interior. É tudo muito, mas muito diferente. Eu não sei dizer se a realidade em São Paulo é essa para todos, mas não acho que alguém de classe média-alta, que estuda na Cásper Líbero, uma das faculdades mais caras de comunicação do país e que começou a trabalhar porque queria, seja comum. Aqui, o buraco é bem mais embaixo. E, pelo que sei, São Paulo também não é tudo isso. Conheço várias pessoas que saíram do interior para trabalhar lá achando que iria mudar de vida e voltou para casa decepcionado. 

Em uma determinada parte do livro, há um capítulo com o título "Estudar é preciso, trabalhar não é preciso" e depois explica que os alunos devem correr atrás de palestras, workshops e coisa e tal. Acontece que a realidade aqui é outra, se você não trabalhar em qualquer área que seja para pagar a faculdade, tem que trancar. E quando se forma, entra na área para ganhar R$1000 por mês sem chance de crescimento. Sempre pergunto para os meus amigos publicitários: "Vocês já viram alguém com mais de 35 anos que trabalhe em agência e não seja o dono?" e a resposta é sempre o mesmo "não" desanimador. O mercado do interior está saturado de pequenas agências e é difícil ver alguma com mais de 15 funcionários. Ou seja: ou você vira dono ou muda de área. Mas, mesmo com tudo isso, eu amo publicidade.

Enfim, creio que esse livro não vá funcionar muito bem para quem é do interior porque terão os mesmos questionamentos que eu, não nego de forma alguma que o André seja um ótimo profissional, sem dúvidas ele é sensacional e conseguiu sozinho chegar onde chegou. Mas, na minha opinião, talvez ele não seja tão comum assim. Na verdade, ele foi uma exceção à regra.