sábado, 19 de outubro de 2013

Resenha #29 - A lenda do Lago Dourado

Postado por Diarios De Leitura - sábado, outubro 19, 2013 - com 2 comentários
Ficha Técnica

Título: A lenda do Lago Dourado

Autor: Edson Vanzella Pereira


ISBN: 9788582180624
Páginas: 380
Ano: 2013
Editora: Dracaena


Resenha

A Lenda do Lago Dourado conta a história dos Baltimore, uma família simples que mora em Morangoville, nos Estados Unidos. O governo tem um programa para descobrir jovens dotados e a aventura começa quando David, o mais velho dos irmãos é descoberto como o novo gênio dos EUA e deixa todos impressionados com sua grande inteligência. Então após ser o vencedor do programa, a Sra. Marshal, que é a agente do governo responsável por esse programa, conduz David seu pai Peter a uma viagem para a China e Brasil, custeada pelo governo. Quando eles estão em uma cafeteria no Brasil, ocorre o inesperado: uma troca de tiros entre policiais e bandidos e David é atingido por uma bala perdida, ficando entre a vida e a morte.

Enquanto David e seu pai estão na viagem, sua mãe Lisa, que não sabe do ocorrido com David ainda, resolve levar Max e sua irmã mais nova para conhecer o Lago Dourado, que já foi muito famoso na região, mas a grande empresa da cidade, Moranreal, se apossou do lago e ele está abandonado dentro de suas propriedades. Como Jobe, dono da Moranreal sempre foi apaixonado por Lisa, deixa ela e seus filhos entrarem para verem o lago. Acontece que o Lago Dourado carrega uma lenda de que quem ver uma luz dourada dentro dele, deve entrar no lago e seguir as instruções, pois essa pessoa será o próximo Agente da Luz. É exatamente o que acontece com Max, a partir desse momento ele está encarregado de deter o Agente Negro e nem imagina as ligações que esse Agente tem com o acidente ocorrido com seu irmão no Rio de Janeiro, com sua cidade e com o governo dos Estados Unidos.

Cada vez mais eu me surpreendo com os livros de autores nacionais. Através do blog, fiz parceria com autores ótimos e editoras ótimas, fico muito feliz em ver as grandes obras primas que a literatura nacional possui. Esse livro foi mais um que me surpreendi. A narrativa é bem juvenil, por isso a leitura flui rápida e logo nos primeiros capítulos já tem vários acontecimentos importantes que te prende no livro, ansiando saber mais e mais do desenrolar dessa história. É um livro que recomendo, tanto para apreciar a literatura nacional e ver que não é só de clássicos que ela sobrevive, quanto pela história que é ótima.






segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Resenha #28 - Urupês

Postado por Diarios De Leitura - segunda-feira, outubro 14, 2013 - com 2 comentários
Ficha técnica


Título: Urupês
Autor: Monteiro Lobato
ISBN: 9788525046888
Páginas: 177
Ano: 2007
Editora: Globo



Resenha

Este exemplar reúne uma variedade de contos do famoso escritor brasileiro Monteiro Lobato. Não espere encontrar as conhecidas histórias de cunho infantil como o “Sitio do Pica-Pau Amarelo”, aqui ele apresenta seu outro lado , com um olhar mais critico e estórias que em sua maioria não possuem um final feliz. O leitor receberá uma fria realidade rural brasileira, outros contos sobre o cotidiano da época e diversas referências que estão encravadas em nossa cultura, como o personagem Jéca Tatu, criado por Lobato.

Ao ler este livro, sentimos certo clima pesado, os acontecimentos são simples, mas muito chamativos. Estórias de pessoas que perderam suas terras e fortuna para golpistas, vidas que se foram por devaneios ou maldade alheia, descritas de uma maneira que prende o leitor, os contos são todos curtos, em sua maioria entre três e cinco páginas, mas não conseguimos parar de virar as páginas para saber mais acontecimentos. Uma das estórias que mais me cativou foi a de uma menina que era paraplégica, sua mãe sempre se queixava de que a criança era uma inútil e só lhe dava gastos, uma noite quando a menina estava doente, ela reclamava de sede e grunhia, sua mãe sempre a mandava se calar e dormir. No dia seguinte é menina é encontrada morta por sede na posição de ter se arrastado até o pote de água e não alcança-lo por estar em um lugar alto. É algo muito forte e magistralmente narrado como uma prosa pelo autor.

Ao começar a ler este exemplar (o primeiro de um box com cinco livros de outros contos) realmente não sabia o que esperar, nunca fui um apreciador da literatura brasileira, a escola me fez não gostar da leitura por quase toda a minha infância e adolescência, devido as diversas histórias maçantes que somo obrigados a ler para execução de provas e vestibulares. Mas tive uma surpresa muito agradável com estes contos, eu não me deparei com o cansativo enredo que eu tanto detestava, e sim, com interessantes histórias de uma realidade mais mundana, algo que poderia acontecer em qualquer lugar, em que eu me senti apegado a referências de minha infância mais “pé descalço” e o clima interiorano que sou acostumado.

A narração dos contos varia de terceira para primeira pessoa, a linguagem utilizada é do português da época (entre século 10 e 30), porém, mesmo com algumas palavras que podem causar certa dificuldade ao leitor, a obra não perde em nada o seu valor literário, os textos antes de virarem este livro eram publicados em revistas e jornais, então suas descrições são bem elaboradas e engrandecem a obra como um todo.

Confesso que Monteiro Lobato me fez ver nossa literatura nacional com outros olhos, outros autores (como alguns de parceria) também estão mudando meu olhar sobre tudo, mas Lobato me fez perceber que o clássico que eu tanto rejeitava possui uma beleza peculiar que está me atraindo de uma maneira que eu mesmo não consigo entender. Apenas o que posso dizer sobre essa obra é um grande muito obrigado.


Boa Leitura.





sábado, 5 de outubro de 2013

Resenha #27 - Pré-Mortais - O despertar

Postado por Diarios De Leitura - sábado, outubro 05, 2013 - com 3 comentários
Título: Pré-Mortais
Subtítulo: O despertar

Autor: Anderson Assis

ISBN: 9788576826088
Páginas: 157
Ano: 2012
Editora: DPJ Editora


Resenha

Hander é um garoto de 17 anos que mora no Rio de Janeiro e tem uma vida aparentemente normal e está tentando terminar o ensino médio. Um dia, quando está na escola após ser expulso da sala, uma garota chamada Guirana chega até Hander e começa a falar com ele como se fossem velhos conhecidos. Até que ele pergunta o que ela quer e ela responde que só quer a alma dele. Então Guirana começa a ataca-lo com uma força incrível, porém é salvo por seu melhor amigo. A partir desse ponto, Hander vai descobrir que faz parte do mundo pré-mortal e ele e seus amigos têm uma grande batalha pela frente para salvar o mundo. 



O livro tem uma leitura fácil e é possível ler em poucas horas. A narrativa do autor é bem dinâmica e o livro é narrado em primeira pessoa. Confesso que ainda acho um pouco estranho ler uma história de fantasia que se passa no Brasil, acabei me acostumando com o padrão americano onde tudo acontece no USA e parece improvável que possa acontecer em outro lugar. Mas acho ótimo ler livros assim para me acostumar e dar um crédito maior para o Brasil. 

Achei que os personagens não foram bem explorados e parece que o autor dispensou alguns detalhes, talvez para dar um foco maior no que Hander iria enfrentar, mas para mim faltaram várias explicações sobre eles e até emoções, por exemplo, o que o Hander sentiu quando descobriu que era um pré-mortal. Aliás, eu não entendi muito bem o que é um pré-mortal e tenho a sensação de que o personagem principal entendeu, mesmo sem ter muitas explicações descritas no livro. Como a história tem continuação, pode ser que isso seja explicado com maiores detalhes nos próximos volumes. 

É uma leitura que recomendo, ele é cheio de ação desde que Hander descobre que não é desse mundo, Guirana e sua trupe prepararam várias armadilhas para ele e seus amigos, e fica aquela ansiedade de saber o que vai acontecer no final. Estou ansiosa para ler o segundo volume, que já foi lançado e ver o que Hander tem que enfrentar dessa vez.






quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Resenha #26 - Éros

Postado por Diarios De Leitura - quarta-feira, outubro 02, 2013 - com 2 comentários
Ficha técnica


Título: Éros
Autor: Ralph Willians
ISBN: 9788579845147
Páginas: 119
Ano: 2013
Editora: Livre Expressão



Resenha

Alex é um garoto sonhador, imaginativo e alegre, que recebe a visita de um índio lhe pedindo auxilio para combater um mal que assola seu povo. O problema é que esse índio, chamado Zuli, mora em outro planeta e para Alex chegar até este desconhecido, deve sonhar e atravessar um portal que irá surgir no sonho. Chegando neste novo lugar, Alex se vê num mundo cheio de maravilhas e belezas abundantes, porém Zuli lhe explica os problemas com sua tribo e nosso protagonista se empenha em ajuda-los.

Com o problema resolvido de uma forma relativamente simples, Alex pede a seu novo amigo que lhe apresente este novo mundo, ele quer ver o lugar mais bonito que ali existe. Com isso em mente eles partem em uma viajem para uma cascata que se localiza em uma distante montanha. O problema central da história começa quando numa floresta os dois amigos avistam um cristal que é o coração do planeta. Alex o toca por um impulso e contamina a pedra com todo o mal que um ser humano pode conter e o planeta começa a se degenerar. Com isso os dois amigos e novos aventureiros vindouros devem buscar água sagrada e limpar o coração do mal em uma aventura que os levaram até os confins do mundo de Éros.

Este livro apresenta diversas mitologias e seres fantásticos, seria muito interessante essa diversidade se o livro não fosse pequeno, muitos dos seres apresentados possuem uma passagem muito rápida e não recebemos nenhuma explicação sobre eles. Um dos maiores problemas que temos com esse exemplar são as diversas passagens corridas, certos pontos dos livros são explicados, como acontece com a protetora do mundo de Éros, Safira, mas a explicação acontece de uma maneira muito conveniente, nada é uma grande descoberta no livro, as coisas simplesmente estão lá. O autor se empenha em causar surpresas ao leitor, mas a “magia” não ocorre devido à maneira simples que elas são apresentadas.

Falando em Safira, ela é o conceito de Deus ex Machine em pessoa, qualquer problema que ocorra com os personagens nunca é resolvido pelo esforço deles, sempre Safira irá aparecer ou fazer alguma coisa que solucione os problemas mais graves. Os personagens perdem seu crescimento com isso, eles se tornam estáticos, todos possuem a mesma personalidade.

O personagem principal, Alex, comete “burradas” ao longo do livro todo, deixando o leitor muito nervoso, porém o que não ajuda muito é o fato de os outros personagens aparentarem não levar isso em conta, eles comentam sempre que ele fez isso, causou aquilo, mas no momento seguinte estão entregando a ele armas e objetos que devem resolver os problemas que Alex causou e em seguida ele causa mais algum desastre. Faz algum sentido você deixar objetos e informações valiosas com pessoas que só estragam tudo? Existe um momento em que Alex e Zuli conversam sobre Deus, pois Zuli não sabe o que é Deus, isso é algo interessante, possuímos duas culturas diferentes que se encontram, mas ela foi explorada de uma maneira que Alex parece estar fazendo uma pregação para converter Zuli, algo que poderia ser muito mais complexo se resumiu apenas a isso.

O mundo de Éros é o conceito melhor explorado pelo autor, ele possui locais bem colocados, temos uma noção de sua distância pelo tempo de viagem que os personagens levam para chegar aos seus destinos. Outra coisa que não me agradou foi o uso de águias gigantes como táxis magico, têm o poder de tele transporte que também é muito utilizado no livro, isso faz com que todo o mundo que o autor está dispondo para o leitor, com suas diversas mitologias e mitos se perca, paisagens, animais, histórias, muitas outras coisas que poderiam ser descritas e ter feito desse mundo algo maior são ignoradas.

Caso você seja um leitor adolescente/adulto o livro possui vários problemas, o principal são os acontecimentos muito corridos e facilmente resolvidos, porém, caso o leitor seja uma criança, ele funciona, pois uma criança se importa mais com a ação e não com explicações de como tudo aquilo pode funcionar ou não. Caso você tenha até 12 anos, pode ler o livro sem problemas que provavelmente irá gostar. Como essa resenha representa a minha opinião, o livro é fraco, estória mal explorada e vários problemas de personagens. A mitologia de Éros poderia ser muito maior e detalhada, na capa consta que este é o primeiro volume, esperamos que o segundo nos apresente toda a complexidade deste mundo com uma grande história mais focada.





Boa Leitura.