quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Resenha #34 - Marvels

Postado por Diarios De Leitura - quarta-feira, janeiro 29, 2014 - com 18 comentários

Ficha Técnica

Titulo: Marvels
Titulo Original: Marvels
Roteirista: Kurt Busiek
Desenho: Alex Ross
ISBN: 978-85-63421-13-5
Páginas: 224
Ano: 2013
Tradutor: Donizeti Amorim
Editora: Salvat

Nesta grande novela da literatura ilustrada, acompanhamos Phil Shedon, uma fotógrafo iniciante que está em busca de conseguir uma oportunidade para ir à segunda guerra mundial a trabalho, tirar grandes fotos e fazer seu nome e carreira. Porém seres estranhos começam a brotar na Terra, seres super poderosos que salvam pessoas e ao mesmo tempo são excomungados por elas, e que brigam entre si causando um conflito de opiniões em torno de todo o mundo e, principalmente, na cidade de Nova York. Seguimos todo o surgimento destes seres pelos olhos de Phil e sua câmera. A história decorre entre a década de 30 até o meio dos anos 70 e vemos a evolução do fotógrafo e das "maravilhas" que estão a todo momento crescendo em quantidade neste mundo.

Nosso personagem nos mostra diversas situações diferentes, em épocas diferentes, diversas visões do contesto urbano e social que estes super seres estão ligados, seja com o preconceito aos mutantes, a glória do Quarteto Fantástico ou a vida dura do Homem-Aranha, somos todos levados para este Universo que nos prende não pelo super, mas sim pela muito boa realidade ali incorporada.


A primeira estória apresentada é a criação do Tocha Humana, e ainda não é bem o tom que a trama irá tomar nos próximos volumes, pois apenas se trata de uma introdução. O quadrinho foi escrito originalmente em 2004, porém a Editora Salvat está relançando a publicação em sua coleção de clássicos da casa das idéias, reunindo os 6 volumes da série e trazendo, junto ao encadernado, conteúdo extra. 

Caro leitor que ainda não se aventurou pelo universo que os quadrinhos podem oferecer, ou apenas não o observa como uma mídia interessante com conteúdo, confesso que muita coisa ruim já foi publicada, porém, quase nenhuma pode se comprar a Marvels, esta grande jóia das HQ's é algo que todos deveriam pelo menos folhear, todo o conceito de super-heróis é substituído pela humanidade e sentimentos. As falas e situações são muito bem encaixadas e elaboradas, Kurt conseguiu dar toda uma trama que nos faz rever o conceito de estórias de super-heróis que conhecemos.

Em conjunto ao bom roteiro, temos as artes de Alex Ross, os desenhos ganham vida com seus acabamentos e expressões, a aquarela e as páginas melhor finalizadas fazem com que as ilustrações se tornem verdadeiras obras de arte. Pequenos detalhes que páginas com efeitos de luz e sombra fazem a junção com a trama do roteiro.

Situações de crises conhecidas dos heróis são repaginadas e apresentadas com um novo olhar, o olhar do público, como temos exemplificado com o ataque de Galactus e a aparição do Surfista Prateado. Um personagem que é mais bem aprofundado é J. Jonah Jameson, o dono do Clarin Diário, pois Phil trabalha para ele e também nas da pequenas aparições de Peter Parker ao longo dos acontecimentos.

Este quadrinho é uma leitura obrigatória não apenas para aqueles que gostam deste gênero de leitura, mas para qualquer um que queria algo novo, visto de uma maneira maravilhosa.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Resenha #33 - Todo Dia

Postado por Diarios De Leitura - segunda-feira, janeiro 27, 2014 - com 28 comentários
Ficha Técnica

Título: Todo Dia 
Título Original: Every Day 
Autor: David Levithan 
ISBN: 978-85-01-09951-8 
Páginas: 279 
Ano: 2013 
Tradutor: Ana Resende 
Editora: Galera Record



Resenha 

Todo Dia conta a história de A. Sim, seu nome é somente A. A têm 16 anos, não é homem, não é mulher, não é loiro, ruivo ou moreno, não é baixo ou alto, gordo ou magro. A é uma incógnita. Todos os dias ele acorda num corpo diferente, numa vida diferente, e o corpo que ele habita sempre tem a sua idade. A já desistiu de entender as razões para sua vida ser assim e por isso está acostumado a não ter amigos, nem família, nem um amor.

Sei que é um pouco confuso, então vou explicar melhor. A é um ser, "como se fosse uma alma", que habita um corpo diferente cada dia que tem a sua idade. Desde que nasceu, ele é assim. A tem 16 anos agora. Imagine que você acorda cada dia em um quarto diferente, com pais diferentes. Então você vai para uma escola e tem que conviver com os amigos dessa pessoa que você habita, mas você precisa fingir que é essa pessoa senão os outros irão desconfiar que tem algo errado. É impossível criar laços assim, porque ele nunca habita a mesma pessoa mais de uma vez.

As coisas mudam quando A acorda no corpo de Justin e conhece a namorada dele, Rihannon. Logo de cara, ele percebe que Justin não é um cara muito legal e não trata bem sua namorada, por isso A decide dar à Riahnnon um dia especial. Ela estranha a atitude do "namorado" e fica se perguntando o que aconteceu para Justin mudar de um dia para o outro. Mal sabe ela que a pessoa que está dentro do seu namorado se apaixonou por ela.

A quer, a todo custo, continuar vendo Riahnnon, mesmo que isso coloque em risco as pessoas que ele habita diariamente. E então começa sua luta para encontrar uma forma onde os dois possam ficar juntos.

Mesmo lendo algumas resenhas desse livro, me surpreendi muito com a leitura porque é algo novo para mim. Numa sociedade preconceituosa como essa, é bom vermos livros que tratam de assuntos polêmicos como homossexualidade e obesidade. É uma forma diferente de abordar o amor, independente de sexo, raça, etc. Aqui, só existe o sentimento.

Outra coisa interessante que pude tirar como lição do livro é que o David Levithan deixa claro que nos tornamos aquilo que somos conforme crescemos. Tudo depende do ambiente em que vivemos, das pessoas com quem convivemos. A tem a oportunidade de ver e conviver com pessoas de todos os estilos e, com isso, ele aprende muito. Tive a impressão de que A é muito mais maduro do que um garoto de 16 anos, que é sua idade.

O que desfavoreceu o livro, na minha opinião, foi o fato de o David Levithan dar a entender que ia ser explicado a razão do A ser assim, ia mostrar se existem mais pessoas como ele, que seria uma parte para ser bem explorada, mas ele deixou passar. Me deixou com aquela expectativa de descobrir mais sobre esse ser e depois me pareceu que ele mudou de ideia e preferiu deixar a dúvida no ar. O final me decepcionou e ao mesmo tempo me surpreendeu, porque para mim já estava certo e então teve uma reviravolta que mudou tudo. 

É o primeiro livro do David Levithan que leio e gostei muito. Ele tem uma escrita cativante que te faz querer ler o livro todo de uma vez. É uma leitura fácil e rápida, li o livro em 2 dias. O que achei interessante é que cada capítulo começa com o número daquele dia que ele está vivendo e começa no 5.994.

É um livro que vale a pena ser lido, com certeza vai fazer você refletir sobre o mundo e sobre as pessoas.







quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

E, finalmente, eu li #2 - O Pequeno Príncipe

Postado por Diarios De Leitura - quarta-feira, janeiro 22, 2014 - com 26 comentários
Olá pessoal, tudo bem? Vocês devem estar se perguntando qual o sentido desta nova linha de artigos que nosso blog começou a fazer né? Pois bem, eu irei explicar. Nós decidimos fazer o "E, finalmente, eu li..." para descrever alguns livros que quase todo mundo tinha lido, menos nós. Mas serão livros que nos causaram impressões muito fortes (positivas ou negativas) e gostaríamos de expressar nossas opiniões sem nos prendermos na parte mais técnica que uma resenha exige. Por essas e outras, aqui nós podemos relatar todo o foco sentimental e experiência de leitura que o devido exemplar nos causou. O primeiro quadro aqui foi da Rayssa comentando sua experiencia ao ler Harry Potter e hoje vou contar da minha infelicidade ao terminar de ler "O Pequeno Príncipe". 

Esse artigo contem SPOILERS

Eu já ouvi falar muito deste livro, sempre comentando o quanto ele era bom, que trazia uma visão nova do mundo, e coisa e tal. Eu comprei uma versão econômica que estava em promoção na internet, li o livro em uma noite, a leitura é simples e fácil, as ilustrações são amigáveis e atraem o leitor. Começamos com a apresentação do autor, de um pouco de sua vida, e em seguida vamos para como o escritor conheceu o personagem que dá nome à obra. O narrador, que era um aviador, se vê perdido em um deserto o qual ele deve que pousar devido a uma pane em seu avião. Em uma situação um tanto quanto de risco para sua sobrevivência, me aparece de lugar nenhum um pequeno menino com boas vestes e um comportamento muito irritante.

Simplesmente odeio personagens teimosos, tive alguns problemas para ler "Alice no pais das Maravilhas" mas esse "moleque" me irritou muito mais. Simplesmente me coloquei na pele do aviador, eu estava numa situação crítica, sem um bom abrigo, perdido em uma área que desconheço e um garoto em situações melhores ignora minhas perguntas e pedidos de ajuda para ficar repetindo que deseja um reles desenho de um carneiro. Tudo bem, o aviador era gente boa e faz o carneiro para o "príncipe" (que ainda recebe críticas), e assim ele explica um pouco mais de sua morada, o pequeno planeta com a rosa que ele mora. No final o aviador se salva, o menino some e tudo fica bem.

A parte que mais me agradou do livro é a da raposa, aqui temos um dialogo bem montado, um contexto mais apropriado a contos de fada (animais falantes) e temos todo um diálogo ligado a sentimentos. Não tenho reclamação nenhuma disto e acho que o livro todo poderia ser apenas essa parte, muito mais condizente com uma literatura infantil. A descrição do jardim de rosas também é muito boa, exemplificando toda a conversa do garoto com a raposa.


Os problemas retornam quando críticas sociais são feitas, temos a parte em que o pequeno príncipe começa a viajar por outros planetas e ali ele contras algumas figuras que ele juga como "erradas" e que não entende suas maneiras de pensar. Vou destacar primeiramente o Rei, em que diz que todos devem lhe obedecer e que ele é dono e tudo. O pequeno príncipe lhe contradiz perguntando quem é que o nomeou rei de alguma coisa, mas a mesma pergunta se aplica ao pequeno príncipe, poxa vida, você mora sozinho em um punhado de terra no meio do nada e se diz príncipe de alguma coisa? 


E temos a parte do contador, em que diz que ele possui muito dinheiro e é muito rico, mas são em números e não em coisas, o empresário é outra figura que possui várias estrelas mas não pode tocar nelas, ok, eu entendi a sua critica sobre o sistema financeiro, em que as pessoas devem se preocupar mais com o que elas tem e não com números, células ou moedas, muito bom, mas ela não é viável para os dias atuais, quer um exemplo? Vou ali no aeroporto trocar cinco caminhões de milho pela passagem da minha viagem de férias para os EUA.


Eu ouvi respostas de amigos sobre a minha opinião ao livro como: "Você tem que ver o livro como uma criança veria", "você tem que se posicionar na época que o livro foi escrito", "é um livro filosófico, não leva tão a sério". Vamos pela ordem, se eu me colocar na cabeça de uma criança, mesmo de uma que goste de ler, essa história não me agradaria, criança não quer saber de filosofia em sola de sapato, ela quer algo mais dinâmico. Mesmo nos colocando na época da escrita do livro, a personagem principal continua muito irritante, e as criticas continuam sem muita aplicabilidade. Ser um livro filosófico eu aceito, mas não um livro infantil.

Um dos livros que eu achei que seria uma ótima leitura, se tornou um pesadelo, eu repenso nesse livro constantemente, será que eu sou o problema? Não consegui ver nas entrelinhas e entender todo o significado ali escondido? Quanto mais eu penso em todos os pontos que o livro me aponta, parece que minha opinião sobre ele se reforça cada vez mais. Foi uma grande decepção, por tal motivo era melhor não resenhá-lo, ainda nutro alguma raiva por ele, talvez uma outra pessoa não tão movida pelo sentimento que estou possa fazer uma resenha mais focada na parte técnica ou que tenha entendido melhor o livro do que eu.

Uma boa leitura.






terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Evento #2 - 1º Encontro de Sagas Unidas em Campinas

Postado por Diarios De Leitura - terça-feira, janeiro 21, 2014 - com 9 comentários
No último domingo (19) eu e o Ricardo fomos no 1º Encontro de Sagas Unidas que teve em Campinas, um evento para reunir fãs de várias sagas como Percy Jackson, Harry Potter, Divergente, Jogos Vorazes, Os Instrumentos Mortais etc.

O local marcado para o evento foi no Parque Taquaral, na entrada da Concha Acústica. Esse parque é bem amplo e essa parte dele é própria para eventos, como mostra a imagem.




O início estava marcado para as 12h30, porém nos atrasamos e chegamos próximo das 14h. Acreditem ou não, o evento ainda não tinha começado. Estava tudo muito bagunçado, não tinha nenhuma equipe para informar o que iria acontecer ou que hora iria iniciar.

Por fim, perto das 14h40 foi feito o concurso de cosplays, onde o público presente avaliou cada candidato com as palmas. Não vi acontecer o concurso de fanfics e fanarts. Depois disso, foi informado que haveria a caça à bandeira e aí mais uma vez faltou organização. Foi necessário se deslocar para ir até um outro ponto do parque, um local mais aberto para realizar a caça. Demorou quase 1 hora para começar, quando finalmente começou, 2 minutos depois a equipe vermelha já estava com a bandeira da equipe azul. Por ter sido muito rápido, resolveram fazer novamente a brincadeira e mais uma vez a equipe vermelha ganhou.



Depois da caça à bandeira novamente faltou a intervenção da organização. Cada um foi para um lado, as pessoas não sabiam o que iria acontecer a seguir. Foi então que começou uma guerrinha de bexigas d'água. Não entendi muito bem o sentido dessa brincadeira, mas parece que o pessoal se divertiu bastante.

Por último, iniciou-se o sorteio. Foi bem difícil essa parte, porque quem estava sorteando não falava os nomes alto suficiente para todos ouvirem, faltou um microfone nessa hora. Tinha bastante prêmios, livros, muitos marcadores, pôsteres, livretos, bottons etc.
Porém, na minha humilde opinião, com o tanto de marcadores que tinha, não era necessário fazer sorteio. Todos poderia ter saído com um de cada e ainda teria sobrado. A organização poderia ter feito kits contendo alguns marcadores, acho que ficaria bem mais interessante.



Eu particularmente não me diverti nada nesse evento, não é um evento para a minha idade, digamos assim. Tinha muita gente de 14, 15 anos lá e esses sim se divertiram bastante. Alguns reclamaram da falta de organização que foi catastrófica mesmo, mas do mais, todos saíram com brindes.

Fica a dica, pessoal: para organizar eventos, precisa de muito preparo senão vira bagunça. Não é só entrar em contato com as editoras pedindo brindes e pronto. É muito mais que isso, precisa saber de todas as dificuldades e tentar contorná-las para que o público saia feliz do evento.

Confiram mais algumas imagens:



















segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Moradores se mobilizam para transferir livros na Letônia

Postado por Diarios De Leitura - segunda-feira, janeiro 20, 2014 - com 11 comentários

Cenas que servem de exemplo para todos é o que aconteceu na cidade de Riga, capital da Letônia, cerca de 15 mil voluntários formaram um cordão humano de 2 quilômetros para transportar aproximadamente 4 mil livros da antiga biblioteca da cidade para a nova, que será inaugurada em agosto deste ano. A antiga biblioteca que estava em atividade a mais de 150 anos se encontrava em péssimos estados e com superlotação. Os voluntários enfrentaram temperaturas de 4° C, muitas delas crianças.

Trajeto feito pelos livros até a nova biblioteca.

A nova biblioteca contara com um ambiente climatizado e mais espaços para leitura, o primeiro livro a ser instalado no novo edifício foi uma Bíblia. Riga foi escolhida como a capital europeia da cultura de 2014. 


Fonte: http://g1.globo.com/
Imagens: http://arbroath.blogspot.com.br/

domingo, 19 de janeiro de 2014

Resenha #32 - O Chapéu do Noel

Postado por Diarios De Leitura - domingo, janeiro 19, 2014 - com 13 comentários
Oi gente!


Dessa vez a resenha é da Adonis, uma editora infantil que faz um trabalho super legal aqui na cidade onde moro. Se eu não me engano, eles têm parceria com a Prefeitura de Nova Odessa, então sempre tem eventos na praça onde eles distribuem livros para a criançada, principalmente alunos das escolas públicas da cidade.
Meu irmão estuda numa escola pública daqui, ele participou de um desses eventos e eu fui junto para ver como era. Por fim, ganhei um livro autografado pela autora e pelo ilustrador, super legal.
E é desse livro que vou comentar hoje.

Ficha Técnica


Título: O Chapéu do Noel

Autor: Luciene Regina Paulino Tognetta
ISBN: 978-85-7913-177-6
Páginas: 32
Ano: 2013
Ilustrador: Paulo R. Masserani
Editora: Adonis

Resenha

O Chapéu do Noel conta a história de um Papai Noel muito atrapalhado, que perdeu seu chapéu quando viajava pelo céu. Quem achou pensou que, antes de devolver, poderia escrever uma cartinha pedindo o que gostaria de ganhar no Natal. 

O Seu João do Caminhão foi o primeiro a encontrar o chapéu e logo pediu um pneu novo para seu caminhão. Depois disso, o passou para frente, para que outras pessoas também pudessem colocar seus pedidos. E dessa forma a história se desenrola, a Dona Maria pede uma blusa azul que viu na vitrine da loja, Seu Joaquim pede ajuda na aposentadoria que estava demorando e assim sucessivamente. 





O Papai Noel finalmente recebeu seu chapéu de volta com inúmeras cartas dentro. Ele leu uma por uma porque sabia que era especial para quem tinha feito o pedido. E ele sabia também que cada pessoa escondia um desejo maior do que aqueles descritos na carta. 



A narrativa é bem infantil, como eu disse é um livro para crianças, mas que traz uma mensagem de gente grande. Na história, as pessoas pedem aquilo que querem, porém o Noel resolve dar à elas o que precisam ao invés de dar o que querem. É uma boa forma de nos fazer refletir em tudo aquilo que queremos: será que precisamos mesmo de tudo isso? 

Além de a história ser ótima, as ilustrações do Paulo Masserani são lindas, bem coloridas e com um traço próprio. O acabamento do livro também é lindo, na capa tem um verniz (acho) que faz parecer o veludo do chapéu do Papai Noel.




Recomendo bastante os livros dessa editora, porque geralmente passam mensagens muito bonitas que as crianças (e muitos adultos também) de hoje em dia precisam saber, precisam compreender.

Um beijo!









quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Resenha #31 - Sr. Bliss.

Postado por Diarios De Leitura - quinta-feira, janeiro 16, 2014 - com 12 comentários


Ficha técnica

Título: Sr. Bliss.
Autor: J. R. R. Tolkien
ISBN: 978-85-7827-632-4
Páginas: 112
Ano: 2012
Editora: WMF Martin Fontes
Tradutora: Monica Stahel

Resenha

O Sr. Bliss é um homem que mora numa casa muito agradável no topo de uma colina, junto com seu giracoelho (metade coelho metade girafa). Um dia o Sr. Bliss decide comprar um carro, ele escolhe um de seus chapéus muito altos e coloridos, pela opinião do giracoelho (que é cego) e desce a colina em sua comprida bicicleta sem pedais para ir à cidade. Ao chegar à loja de veículos ele escolhe um carro amarelo-claro com rodas vermelhas, porém, ele esquece sua carteira em casa e deixa sua bicicleta como garantia, sai da loja com seu novo veículo e uma sequência de confusões acontecem ao nosso protagonista.

Aqui temos uma história que foge completamente da temática tão explorada da “Terra-Média”, temos uma ambientação da década de 30, e se trata claramente de uma história infantil. A narrativa é bem clara e muitos dos fatos que aqui acontecem nos remetem a situações que seriam muito bem aceitas por crianças, contudo, alguns acontecimentos não me agradam, certos pontos da história fogem da temática de humor “nonsense”, que faz algum sentido para pontos que não fazem sentido algum, um exemplo disso são três personagens ursos que aparecem na história e eles fazem coisas horríveis e não sofrem consequências, coisa que acontece com os outros personagens.

Outro acontecimento que é bem conhecido dos leitores de Tolkien é o fato de a história parecer ter vários finais, quando a situação parece ter finalizado, outra coisa é lembrada e isso leva a outros acontecimentos antes do término da estória completa, o que para alguns pode ser um ponto negativo, na verdade faz com que o enredo se feche completamente. O livro foi publicado originalmente em 1987, mas seu conteúdo é atemporal, os acontecimentos e conversas são de fácil compreensão, narrados de uma maneira simples com curtos diálogos.

O acabamento deste livro é no mínimo perfeito, a capa é hardcover, o papel utilizado é couchê e o que mais me chamou a atenção foi que nas páginas pares temos a tradução do manuscrito e nas páginas ímpares temos uma cópia do manuscrito original de Tolkien em que podemos ver as rasuras e anotações que a história sofreu junto com ilustrações feitas pelo próprio autor, essa quase “edição bilíngue” engrandece muito a experiência de leitura do volume, você vê a própria grafia e os desenhos e isso nos aproxima muito do escritor.

O livro é de leitura fácil e traz algumas passagens boas, algumas brincadeiras feitas por Tolkien soam meio estranhas, porém não prejudica o enredo aqui apresentado, o acabamento do livro torna a experiência de leitura muito mais agradável que somente a estória em si. Recomento a todos, principalmente aos fãs deste escritor assim como eu, pois é uma outra experiência de leitura.





Boa Leitura.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

E-book Crônicas Pré-Mortais - O humano e a Irmandade

Postado por Diarios De Leitura - quarta-feira, janeiro 15, 2014 - com 18 comentários
Oi, pessoal!


Tem novidade na área! Sabe o Anderson, autor de Pré-Mortais? Então, ele contou pra gente que já está disponível para venda o e-book "Crônicas Pré-mortais - O humano e a Irmandade" no site da AMAZON.COM.


Confira a resenha: 
Crônicas Pré-Mortais - é um projeto que visa contar a história de alguns personagens da trilogia Pré-Mortais. Aqui, você terá a oportunidade de conhecer um pouco mais deste universo de aventura. E o melhor, não é necessário ter lido a trilogia antes para ler esses textos. Eles não possuem uma ordem e não é necessário ler todos. 

Este "primeiro" texto sob o titulo de "O humano e a Irmandade", conta a história de Rodrigo, um dos personagens centrais da trilogia. Aqui, você saberá como ele se envolveu com um misterioso grupo chamado Irmandade. Na narrativa, Rodrigo descobre que seu amigo corre perigo e que precisa de sua ajuda. Mas o que fazer, uma vez que se é apenas um humano? 

- O que você faria se eu amigo estivesse em perigo? -



Para você, que ainda não conhece o universo dos Pré-Mortais, leia aqui nossa resenha!


O livro custa apenas R$ 1,99 para compras em real dentro do território Brasil. Para outros países, ele custa U$ 1,99 (preço baseado na cotação do dólar).
Não perca essa oportunidade de prestigiar a literatura nacional. Adquira seu e-book aqui.





segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Série Game of Thrones - Trailer oficial legendado

Postado por Diarios De Leitura - segunda-feira, janeiro 13, 2014 - com 12 comentários

Depois de muita espera, finalmente a HBO divulgou em seu canal oficial que a quarta temporada da série Game of Thrones terá início no dia 06 de abril de 2014. A série é inspirada na obra de George R. R. Martin e possui milhões de fãs espalhados pelos 4 cantos do mundo.




E, para o bem de todos e felicidade geral da nação, ontem (12) saiu o trailer oficial da quarta temporada no Globo de Ouro, evento que premia os destaques do ano anterior e também é uma prévia do que poderemos esperar do Oscar. 

A quarta temporada é a adaptação da segunda parte do terceiro livro de As Crônicas de Gelo e Fogo. 

Bom chega de bla bla bla, vamos ao trailer oficial legendado!






Essa temporada promete! Todos ansiosos? Eu estou!



Beijos


sábado, 11 de janeiro de 2014

Resenha #30 - O Herói Perdido

Postado por Diarios De Leitura - sábado, janeiro 11, 2014 - com 13 comentários
Ficha Técnica

Título: O Herói Perdido
Título original: The Lost Hero
Autor: Rick Riordan
Páginas: 432
Ano: 2011
Editora: Intrínseca

Resenha

O Herói Perdido é o primeiro livro da saga Os Heróis do Olimpo, sequência de Percy Jackson e os Olimpianos. Temos os velhos personagens do Acampamento Meio-Sangue, e alguns novos acréscimos, junto de revelações surpreendentes e novos perigos.

O livro começa sob o ponto de vista de Jason, que acorda em um ônibus, sem lembrar nada, ao lado de uma garota que diz ser sua namorada e um garoto que diz ser seu melhor amigo.

A garota é Piper, ela tem o dom de fazer as pessoas cumprirem sua vontade. Seu pai sumiu, e ela está entre a escolha de salvá-lo ou de se salvar.

Leo, o garoto, é um menino órfão, cuja mãe morreu queimada na própria oficina. O que as pessoas não sabem é que ele provocou o acidente com seu misterioso poder, após a visita de uma mulher vestida com poeira.

Após uma batalha contra espíritos do vento, os três são salvos e levados ao Acampamento Meio–Sangue, um lugar para semideuses, porque é o que eles são. Perseguidos por monstros e coisas piores, seguindo uma profecia, os três se lançam em uma aventura para salvar a deusa Hera das garras dos gigantes. Então descobrem coisas terríveis e surpreendentes sobre o que tem de enfrentar, guiados pela misteriosa Profecia dos Sete.

Sem dúvida, Tio Rick sempre consegue se superar. Quando pensamos que Percy estava salvo, vem a maldita da Hera (não chamo de coisa pior pra vocês não ficarem chocados) e acaba com tudo. Agora algumas coisas que não falei acima: Jason não é grego, ele veio do acampamento romano. Suas memórias foram apagada por Hera, que o trocou de lugar com um campista cujo nome não vou falar, para unir os acampamentos com o intuito de derrotar Gaia e os Gigantes.

Mas o livro em si é excelente, seguindo a cronologia mitológica, com a Gigantomaquia vindo depois da Titanomaquia. Também há a ironia dos personagens e as alusões à mitologia. Os personagens do livro anterior aparecem pouco, mas isso não quer dizer que os novos sejam ruins.

Em breve farei posts dos próximos livros. Espero que tenham gostado!







sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

E, finalmente, eu li Harry Potter!

Postado por Diarios De Leitura - sexta-feira, janeiro 10, 2014 - com 15 comentários
Oi, pessoal!



Quero dividir com vocês a minha experiência após ler Harry Potter pela primeira vez, aos 20 anos. Esse artigo contém SPOILERS e não é uma resenha, é a minha impressão ao ler Harry Potter.



Ok, Rayssa, por que você demorou tanto para ler? Sinceramente, nunca tive interesse porque assisti alguns filmes e como peguei o bonde andando, não entendia nada do que acontecia. Achava muito legal o universo bruxo, mas não conseguia entender a história, então nunca fui atrás. Depois de um tempo, fiz amizade com uma pessoa que é fissurada em Harry Potter, e de tanto ela falar, comprei os livros numa promoção do Submarino, a edição especial com capa branca.




Li o primeiro livro e achei legal, mas senti falta do romance ao qual estou acostumada. Foi aí que comecei a entender melhor esse universo imenso que é o mundo dos bruxos. Achei hilário o termo “trouxas” para pobres humanos como nós. Nesse primeiro livro, peguei um pouco de raiva da Hermione, por ela ser muito certinha, dona da verdade, a sabe tudo. E preciso dizer: amei a Edwiges com todos os seus pios de indignação, alegria, fome, etc.


Depois, li o segundo livro e gostei também. É um dos livros mais engraçados da série. Fiquei com bastante pena do Hagrid por ser acusado injustamente. Senti uma pontada de raiva pelo Dobby, que não queria deixar o Harry ficar em Hogwarts, mas depois entendi que ele só estava protegendoo Harry. Ainda assim, eu sentia falta de um romance. Por isso parei e decidi ler um romance para suprir minha necessidade. Li Um Dia e fiquei numa ressaca literária cruel, foi difícil voltar para Harry Potter.

Por fim, peguei o terceiro livro para ler e me apaixonei perdidamente pelo Sirius e pelo Bicuço. Até sonhei com o Sirius! Esse é o meu segundo livro preferido da série, gostei de saber um pouco mais sobre os pais do Harry e sobre os 4 amigos inseparáveis. E teve também a transição do Harry para a adolescência, onde ele se tornou um pouco irritante. Novamente, senti falta do romance e parei para ler mais um. Mas quando comecei a ler o romance, só pensava em Harry Potter e no que iria acontecer nos próximos livros. Parei o romance e peguei Harry novamente.


O quarto livro foi bem legal porque no final mostrou a transição do Harry herói para o Harry vilão. Esse era o filme que eu mais gostava, as provas do Torneio Tribruxo foram muito legais. Gostei muito do Olho-Tonto, pena que ele não era ele mesmo. Nesse livro, o Harry precisa tomar decisões mais adultas do que ele realmente é, então é possível observar todo o conflito interno de “o que eu faço agora?”. 


O quinto livro quase me matou. É, sem dúvida, o que eu menos gosto. Não somente por causa da história, mas porque ele é muito angustiante. Nada dá certo, o Harry diz que Voldemort voltou e ninguém acredita nele, somente Dumbledore e alguns outros membros da Ordem da Fênix. Esse foi o livro em que mais senti raiva e minha raiva foi distribuída em três pessoas: Umbridge, Cornélio e Percy. Esse livro parecia não acabar.


Mas acabou e eu entrei no sexto livro. Esse é o meu terceiro preferido por causa da proximidade e do estreitamento de laços que ocorre entre o Harry e o Dumbledore. E o Dumbledore é um dos personagens mais enigmáticos que já li. Várias vezes me peguei com raiva dele, por que ele simplesmente não explicava tudo para o Harry? Outra coisa que gostei muito foi o livro de feitiços do Príncipe Mestiço. E finalmente teve um romance na história, Hermione e Rony. Harry e Gina. Minha necessidade foi suprida.


Eis aqui o meu livro preferido. Claro que é bem agonizante também, mas eu gostei muito de Harry, Rony e Hermione terem saído de Hogwarts e terem ido enfrentar o mundo lá fora. Achei também que foi o livro com mais ação, a procura pelas horcruxes e pelas Relíquias da Morte foi muito singular. Adorei a parte em que a Hermione se transforma na Belatriz. Aliás, a Hermione subiu muito no meu conceito, ela ficou do lado do Harry quando ninguém (nem o Rony) ficou ao lado dele. O desfecho foi incrível, o Neville se superou, Percy sendo o filho pródigo, os alunos lutando contra os comensais da morte. A única coisa que não gostei foi de o Snape ser bonzinho no final, acho que peguei tanta raiva pelo modo como ele tratava o Harry, que não consegui gostar dele mesmo sendo o bonzinho.


Depois de ler, fiquei novamente com ressaca literária e me perguntei várias vezes porque não li antes. Agora, é uma das minhas séries preferidas. Imagino que a maioria já tenha lido, mas quem não leu, não perca mais tempo! Vale muito a pena.

Fiquem à vontade para comentar suas experiências de quando leram Harry Potter.


Beijos