terça-feira, 3 de novembro de 2015

Resenha #70 - Fragmentados

Postado por Diarios De Leitura - terça-feira, novembro 03, 2015 - com 0 comentários
Ficha técnica
Título: Fragmentados
Título Original: Unwind
Autor: Neil Shusterman
Editora: Novo Conceito
Páginas: 368

Resenha
"Lei da Vida", esse é o nome dado ao acordo que foi criado para colocar um fim na guerra entre o grupo que era a favor do aborto e o que era a favor da vida. De alguma forma que eu não consegui ver o sentido, essa lei agradou ambas as partes e a guerra finalmente acabou.

Connor, Risa e Lev são adolescentes totalmente diferentes, mas suas vidas são unidas por algo que nenhum deles pode controlar: eles são fragmentários.
No futuro, as crianças até 13 anos tem segurança total e todo suporte para viver suas vidas, porém dos 13 aos 18 anos, se os pais não os quiserem mais, podem assinar a ordem de fragmentação, que basicamente é desmembrar o corpo e suas partes, esses membros e órgãos vão para outras pessoas que precisam deles. O governo afirma que a pessoa ainda continua "viva", só que fragmentada em outras pessoas. Essa é a "Lei da Vida". É um mercado de órgãos legalizado pelo governo e aceito pelos cidadãos. Isso é o que acontece com Connor. Por ser um adolescente rebelde, seus pais assinam a ordem de fragmentação, ele acaba descobrindo antes de buscá-lo para os campos de colheita e foge. Risa é uma garota que vive pela tutela do Estado, e quando percebem que ela não é mais útil, a mandam para a fragmentação. Ela também foge. E Lev é um dízimo, uma forma bonita para a religião dizer que o adolescente será fragmentado, uma oferta à Deus. Ele acaba se encontrando por acaso com Connor e Risa enquanto os dois fogem. Lev não acha que a fragmentação é errada, aprendeu durante a vida que é uma honra, mas Connor e Risa não concordam e querem escapar. Assim, eles "raptam" Lev, e os três seguem a jornada tentando fugir.

Fragmentados é uma distopia que me fez pensar bastante e eu devorei o livro muito rápido. Confesso que existe uma crítica social em torno da fragmentação que me prendeu a atenção. Se trouxermos para a atualidade, voltamos à velha e boa discussão sobre aborto. Existem sim os dois lados da moeda, embora a forma abordada no livro esteja fora de cogitação, é algo que nos faz refletir. Inclusive essa foi uma questão que gerou algumas discussões (no bom sentido) no Blogwarts, grupo dos blogueiros mais lindos do mundo. Na verdade, era eu versus o resto do grupo, mas tá valendo.  De qualquer forma, este assunto está sim em pauta e eu acho que é algo bacana de discutir e refletir. Em dias de bancada evangélica/conservadora, está cada vez mais difícil para as mulheres terem o direito de decidirem o que fazer com seu próprio corpo. Mas não vou entrar nesse assunto, vocês já estão de saco cheio de tanto que eu abordo isso.

Voltando ao livro, a narrativa é extremamente cativante de forma que li em poucas horas. A história é narrada em terceira pessoa, cada capítulo pelos acontecimentos de um personagem diferente, repetindo sempre que necessário. As páginas são amarelinhas e a diagramação tem um espaçamento e fonte bacanas. A edição está linda, Novo Conceito arrasou como sempre. Como eu disse anteriormente, é um livro que divide opiniões e isso aconteceu comigo. Não cheguei à uma conclusão, não tenho certeza se gostei dos questionamentos ou se achei tendencioso, por isso acho super válida a leitura. Para quem já leu, conta pra mim nos comentários o que achou, vamos conversar mais sobre esse livro, okay? Beijos e até a próxima :)





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