sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

E, finalmente, eu li Harry Potter!

Postado por Unknown - sexta-feira, janeiro 10, 2014 - com 14 comentários
Oi, pessoal!



Quero dividir com vocês a minha experiência após ler Harry Potter pela primeira vez, aos 20 anos. Esse artigo contém SPOILERS e não é uma resenha, é a minha impressão ao ler Harry Potter.



Ok, Rayssa, por que você demorou tanto para ler? Sinceramente, nunca tive interesse porque assisti alguns filmes e como peguei o bonde andando, não entendia nada do que acontecia. Achava muito legal o universo bruxo, mas não conseguia entender a história, então nunca fui atrás. Depois de um tempo, fiz amizade com uma pessoa que é fissurada em Harry Potter, e de tanto ela falar, comprei os livros numa promoção do Submarino, a edição especial com capa branca.




Li o primeiro livro e achei legal, mas senti falta do romance ao qual estou acostumada. Foi aí que comecei a entender melhor esse universo imenso que é o mundo dos bruxos. Achei hilário o termo “trouxas” para pobres humanos como nós. Nesse primeiro livro, peguei um pouco de raiva da Hermione, por ela ser muito certinha, dona da verdade, a sabe tudo. E preciso dizer: amei a Edwiges com todos os seus pios de indignação, alegria, fome, etc.


Depois, li o segundo livro e gostei também. É um dos livros mais engraçados da série. Fiquei com bastante pena do Hagrid por ser acusado injustamente. Senti uma pontada de raiva pelo Dobby, que não queria deixar o Harry ficar em Hogwarts, mas depois entendi que ele só estava protegendoo Harry. Ainda assim, eu sentia falta de um romance. Por isso parei e decidi ler um romance para suprir minha necessidade. Li Um Dia e fiquei numa ressaca literária cruel, foi difícil voltar para Harry Potter.

Por fim, peguei o terceiro livro para ler e me apaixonei perdidamente pelo Sirius e pelo Bicuço. Até sonhei com o Sirius! Esse é o meu segundo livro preferido da série, gostei de saber um pouco mais sobre os pais do Harry e sobre os 4 amigos inseparáveis. E teve também a transição do Harry para a adolescência, onde ele se tornou um pouco irritante. Novamente, senti falta do romance e parei para ler mais um. Mas quando comecei a ler o romance, só pensava em Harry Potter e no que iria acontecer nos próximos livros. Parei o romance e peguei Harry novamente.


O quarto livro foi bem legal porque no final mostrou a transição do Harry herói para o Harry vilão. Esse era o filme que eu mais gostava, as provas do Torneio Tribruxo foram muito legais. Gostei muito do Olho-Tonto, pena que ele não era ele mesmo. Nesse livro, o Harry precisa tomar decisões mais adultas do que ele realmente é, então é possível observar todo o conflito interno de “o que eu faço agora?”. 


O quinto livro quase me matou. É, sem dúvida, o que eu menos gosto. Não somente por causa da história, mas porque ele é muito angustiante. Nada dá certo, o Harry diz que Voldemort voltou e ninguém acredita nele, somente Dumbledore e alguns outros membros da Ordem da Fênix. Esse foi o livro em que mais senti raiva e minha raiva foi distribuída em três pessoas: Umbridge, Cornélio e Percy. Esse livro parecia não acabar.


Mas acabou e eu entrei no sexto livro. Esse é o meu terceiro preferido por causa da proximidade e do estreitamento de laços que ocorre entre o Harry e o Dumbledore. E o Dumbledore é um dos personagens mais enigmáticos que já li. Várias vezes me peguei com raiva dele, por que ele simplesmente não explicava tudo para o Harry? Outra coisa que gostei muito foi o livro de feitiços do Príncipe Mestiço. E finalmente teve um romance na história, Hermione e Rony. Harry e Gina. Minha necessidade foi suprida.


Eis aqui o meu livro preferido. Claro que é bem agonizante também, mas eu gostei muito de Harry, Rony e Hermione terem saído de Hogwarts e terem ido enfrentar o mundo lá fora. Achei também que foi o livro com mais ação, a procura pelas horcruxes e pelas Relíquias da Morte foi muito singular. Adorei a parte em que a Hermione se transforma na Belatriz. Aliás, a Hermione subiu muito no meu conceito, ela ficou do lado do Harry quando ninguém (nem o Rony) ficou ao lado dele. O desfecho foi incrível, o Neville se superou, Percy sendo o filho pródigo, os alunos lutando contra os comensais da morte. A única coisa que não gostei foi de o Snape ser bonzinho no final, acho que peguei tanta raiva pelo modo como ele tratava o Harry, que não consegui gostar dele mesmo sendo o bonzinho.


Depois de ler, fiquei novamente com ressaca literária e me perguntei várias vezes porque não li antes. Agora, é uma das minhas séries preferidas. Imagino que a maioria já tenha lido, mas quem não leu, não perca mais tempo! Vale muito a pena.

Fiquem à vontade para comentar suas experiências de quando leram Harry Potter.


Beijos


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Quanto vale sua coleção?

Postado por Unknown - quarta-feira, janeiro 08, 2014 - com 11 comentários


Você se considera um colecionador de livros? Se a resposta for sim, isso nos leva para outra pergunta: quais os critérios que você leva em conta para efetuar a compra de seus exemplares? Lógico que devemos comprar os livros que mais nos agradam, que possuem uma história que cative, porém, existem características que fazem alguns livros se tornarem mais valiosos do que outros.
Primeiramente, quando digo a palavra “VALOR”, me refiro ao preço econômico que seus livros possuem, o valor sentimental também é muito importante e numa compra/venda pode fazer grande diferença, contudo são as características que seu exemplar possui é que realmente irão dizer o quanto ele vale no mercado.

1° - O que torna um livro raro?
Um livro se torna raro quando a procura por ele é maior que sua tiragem. Muitos livros na história se esgotaram rapidamente das prateleiras e por algum motivo não tiveram reimpressões, como a procura por ele se torna grande e os volumes são poucos, o preço de compra de um terceiro se eleva, caso ouver reimpressões destes volumes o valor decai, mas o primeiro exemplar ainda possui valor como irei descrever no proximo tópico. Um livro que ninguém procura, mesmo com uma edição especial, tende a ter seu valor reduzido.
Outro motivo que faz o livro se tornar rarro é a proibição deste em seu país, como exemplo podemos pegar o Brasil, temos uma lei (não sei qual lei ao certo) que proíbe o porte e comércio de reliquias nazistas. O livro “Mein Kampf” (Minha Luta) de Adolf Hitler é um livro considerado raro, ainda existem volumes que podem ser achados em sebos com alguma dificuldade e preço elevado.

2° - Primeira impressão ou edição
Conforme livros vão sendo reimpressos e novas edições são lançadas, a primeira edição lançada no mercado se torna cada vez mais rara e visada pelos colecionadores, qualquer um pode ter a 13° reimpressão de uma tiragem com milhares de livros, porém poucos possuem a primeira edição de lançamento, com uma tiragem restrita para ver se o livro emplacava nas vendas. O livro não necessita ser um best-seller, mas o simples fato de você possuir a primeira impressão e aquele seu amigo uma 4ª, faz com que seu exemplar tenha um valor um pouco maior.

3° - Edições especiais
Como já era de se esperar, quando uma editora lança um livro escrito “edição de colecionador” frequentemente é coisa boa, normalmente são livros que possuem um acabamento mais elevado comparado a outros volumes que pode incluir: Capa dura (hardcover, hardback), ilustrações, boxes, formatações de letras diferenciadas, notas do autor, conteúdos extras, papel, entre outros.
Resumindo: um livro com melhor acabamento e mais conteúdo tem valor maior no mercado (atendendo também ao tópico 1 e 2).

4° - Condições do exemplar
Quanto mais conservado seu livro estiver, melhor. Por mais estranho que possa parecer, existem maneiras de restaurar um livro, porém algumas restaurações podem fazer o preço decair, portanto mantenha sempre seu exemplar nas melhores condições possíveis.

5° - Idioma
Você possui a primeira edição da primeira impressão de um livro com capa dura, mas o livro é uma tradução do idoma original, o volume com o idioma de origem do autor vale mais, a não ser que ele tenha escrito o livro em outra língua. O maior valor sempre vai ser no idioma em que o exemplar foi escrito originalmente pelo autor. Isso se deve pelo fato da composição das palavras, certos joguetes se perdem com as traduções, um exemplo disso é com as obras de Friedrich Nietzsche, estudiosos da área de letras afimam que muito do sarcasmo do autor se perde na tradução do alemão para o português.

6° - Erros de impressão
Por essa poucos esperavam, mas sim, um livro com erro de impressão é algo dificil de se achar por causa do controle da gráfica e da editora para que tudo saia da maneira que deve ser, um erro é um acidente e ele ser publicado é um acidente maior ainda, então o que você possui em mãos é um volume único. Os erros podem variar, sendo de problemas com a impressão até mesmo no corte do papel ou uma cor errada da capa, coisas desse gênero.
Mas ainda não fique pulando de alegria por aquele livro defeituoso que você não gostava ter algum valor agora, não se esqueça que temos os outros tópicos antes desse, então se seu livro defeituoso é a 7ª reempresão da 4ª edição do exemplar, ele vale um pouco mais que os outros, mas não muito.

Com essas informações, você pode avaliar melhor o quanto sua coleção realmente vale, não apenas para você mas para as outras pessoas também, assim possuindo mais critérios na compra de seus futuros livros, quem sabe agora aquele volume de capa dura que custa 10 reais mais caro que o normal não se torne um investimento mais interessante?

Boa leitura e boas compras!


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Top Comentarista Janeiro - A Posada Rose Harbor

Postado por Unknown - terça-feira, janeiro 07, 2014 - com 14 comentários
Olá, pessoal!

Vocês devem ter reparado que o blog estava meio paradão, pois estávamos atarefados com a faculdade. Mas agora, ano-novo, renovações no blog! 
Para começar, faremos um Top Comentarista. Esse mês será um teste, se der tudo certo continuaremos nos próximos meses. 

Funciona assim: a pessoa que mais interagir no blog, obtendo o maior número de comentários dentro do período proposto (01 a 31 de janeiro) será contemplado com o livro “A Pousada Rose Harbor”. 




Como participar? 
- Ser seguidor público do blog (Google Friend Connect, fica no rodapé das postagens, é só clicar em "seguir este blog");

- Ter um endereço de entrega no Brasil. 

Regras 
- É válido somente um comentário em cada post; 

- Os comentários deverão ser condizentes com o post, nesse caso a pessoa deve ler o post e comentar algo interessante sobre o que foi dito. Comentários como "Legal, Gostei Muito, Interessante" não serão considerados; 

- Só serão válidos comentários feitos em posts publicados no mês de janeiro de 2014; 

- Comentem nesse post dizendo que estão participando do Top Comentarista. 

Informações adicionais 
- O ganhador será aquele que no final do período de 01 a 31 de janeiro maior número de comentários; 

- Se houver empate entre duas ou mais pessoas, cada uma ganhará um número para ser sorteado no Random.org; 

- O ganhador será anunciado até o dia 06/02/2014; 

- O ganhador deverá entrar em contato através do e-mail diariosdeleitura@gmail.com em até 48 horas com nome e endereço completos; 

- Você pode acompanhar sua classificação no ranking de Top Comentaristas, no rodapé do blog.




segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Livros que não terminei #3 - Love - A história de Lisey

Postado por Unknown - segunda-feira, janeiro 06, 2014 - com 7 comentários


Oi, gente! Vamos para mais um livro da coluna "Livros que não terminei".
Recapitulando, essa coluna consiste em mostrarmos aqui qual livro não conseguimos ler até o final e o motivo para tal.

Hoje o livro é do grande mestre Stephen King, infelizmente. Comprei o livro Love - A história de Lisey na Bienal de 2012, o estande da Saraiva estava com esse e mais um livro do Stephen a R$5 cada e como se tratava do mestre, não pensei duas vezes em comprar, mas foi decepcionante.

Love conta a história de uma mulher que, depois de 2 anos do falecimento de seu marido Scott, ainda enfrenta a dor da sua perda. Scott era um escritor famoso, mas além disso era um ótimo marido, sempre estava presente em casa e fazia de tudo para que ele e Lisey tivessem uma vida beirando à perfeição. 

Então, depois de 2 anos do falecimento de Scott, Lisey resolve ir até o porão e dar um fim nas coisas que pertenciam a ele. Ela começa a remexer nas caixas e encontra cartas, livros, roupas, onde cada objeto a faz lembrar de uma ocasião específica que viveu com ele.

E, bem, o livro é isso. Até onde eu li, que foi mais ou menos até a página 100, só tinham as lembranças da Lisey. E essas lembranças são muito, mas muito paradas, não acontece nada de emocionante. Ela encontra um livro e lembra de um dia que foi à uma sessão de autógrafos com Scott e começa a descrever pessoa por pessoa que estava presente. Depois encontra uma peça de roupa e lembra de um passeio que os dois deram onde ele estava usando essa peça de roupa.

Acredito que ainda tenha muita coisa para acontecer, afinal o livro tem 675 páginas, mas esse começo paradão tirou toda minha vontade de continuar a leitura. Um dia talvez eu termine de ler, já que tenho dó de deixar um livro começado na estante. Quando fizer isso, conto para vocês o restante da história.

Beijos!



sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Advogado é multado por revelar o pseudônimo de J.k.Rowling.

Postado por Unknown - sexta-feira, janeiro 03, 2014 - com 6 comentários

O Advogado Chris Gossage, sócio do escritório de advocacia que representa a autora britânica J.K. Rowling intitulado Russells Solicitors revelou para uma amiga de sua mulher que o autor de “O Chamado do Cuco” nada mais era do que a autora de Harry Potter, com a informação em mãos a amiga da esposa mandou uma mensagem para um jornalista e assim se explica como todos nós soubemos que Robert Galbraith na verdade era Rowling.

A autora ficou furiosa com o acontecimento e não deixou barato, ainda mais por saber que o vazamento de informação se tratava de um sócio do escritório que a representava. Chris foi multado em 1.000 libras esterlinas (R$ 3,9 mil) junto com uma advertência por escrito de um órgão britânico de supervisão do Judiciário.

Após as medidas legais serem tomadas, Rowling aceitou as desculpas do escritório de advocacia que pagou a multa e ainda fez uma doação para uma instituição de escolha da autora.

Quando as informações vazaram a autora comentou como foi agradável sentir a expectativa de ser publicada sem alarde ou até mesmo o manuscrito ser rejeitado pelos editores por se tratar de um autor desconhecido como no começo de sua carreira.

Fonte: ig.com.br


Trilogia “Millennium” ganhará continuação de autor sueco

Postado por Unknown - sexta-feira, janeiro 03, 2014 - com 7 comentários

Aparentemente foi informado nesta terça-feira pela editora Norstedts que a trilogia de livros Millennium receberá uma continuação pelo escritor sueco David Lagercrantz. David é responsável por uma biografia do capitão da seleção sueca Zlatan Ibrahimovic.
David Lagercrantz novo autor da trilogia Millennium
A editora responsável pelo livro disse que o quarto volume da série será uma obra original, sem ter continuidade do material do quarto volume escrito por Stieg Larsson antes de morrer. Muita negociação foi feita para os direitos autorais dos livros que estão em posse do pai e do irmão do autor falecido, sua mulher Eva Gabrielson que luta pelos direitos do livro parece não ter ficado muito feliz com a continuação.

Ainda não foi revelado qual será a trama deste novo volume, nem se os personagem principais da trilogia (o jornalista investigativo Mikael Blomkvist e a jovem hacker tatuada Lisbeth Salander) farão parte desta nova história.

 O autor da trilogia Stieg Larsson faleceu em 9 de novembro de 2004, sua trilogia vendeu mais de 75 milhões de em mais de 50 países, dentre os 3 volumes o mais vendido é o primeiro livro “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” que se tornou filme em Hollywood.

Fonte: estadao.com.br


sábado, 19 de outubro de 2013

Resenha #29 - A lenda do Lago Dourado

Postado por Unknown - sábado, outubro 19, 2013 - com 2 comentários
Ficha Técnica

Título: A lenda do Lago Dourado

Autor: Edson Vanzella Pereira


ISBN: 9788582180624
Páginas: 380
Ano: 2013
Editora: Dracaena


Resenha

A Lenda do Lago Dourado conta a história dos Baltimore, uma família simples que mora em Morangoville, nos Estados Unidos. O governo tem um programa para descobrir jovens dotados e a aventura começa quando David, o mais velho dos irmãos é descoberto como o novo gênio dos EUA e deixa todos impressionados com sua grande inteligência. Então após ser o vencedor do programa, a Sra. Marshal, que é a agente do governo responsável por esse programa, conduz David seu pai Peter a uma viagem para a China e Brasil, custeada pelo governo. Quando eles estão em uma cafeteria no Brasil, ocorre o inesperado: uma troca de tiros entre policiais e bandidos e David é atingido por uma bala perdida, ficando entre a vida e a morte.

Enquanto David e seu pai estão na viagem, sua mãe Lisa, que não sabe do ocorrido com David ainda, resolve levar Max e sua irmã mais nova para conhecer o Lago Dourado, que já foi muito famoso na região, mas a grande empresa da cidade, Moranreal, se apossou do lago e ele está abandonado dentro de suas propriedades. Como Jobe, dono da Moranreal sempre foi apaixonado por Lisa, deixa ela e seus filhos entrarem para verem o lago. Acontece que o Lago Dourado carrega uma lenda de que quem ver uma luz dourada dentro dele, deve entrar no lago e seguir as instruções, pois essa pessoa será o próximo Agente da Luz. É exatamente o que acontece com Max, a partir desse momento ele está encarregado de deter o Agente Negro e nem imagina as ligações que esse Agente tem com o acidente ocorrido com seu irmão no Rio de Janeiro, com sua cidade e com o governo dos Estados Unidos.

Cada vez mais eu me surpreendo com os livros de autores nacionais. Através do blog, fiz parceria com autores ótimos e editoras ótimas, fico muito feliz em ver as grandes obras primas que a literatura nacional possui. Esse livro foi mais um que me surpreendi. A narrativa é bem juvenil, por isso a leitura flui rápida e logo nos primeiros capítulos já tem vários acontecimentos importantes que te prende no livro, ansiando saber mais e mais do desenrolar dessa história. É um livro que recomendo, tanto para apreciar a literatura nacional e ver que não é só de clássicos que ela sobrevive, quanto pela história que é ótima.






segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Resenha #28 - Urupês

Postado por Unknown - segunda-feira, outubro 14, 2013 - com 2 comentários
Ficha técnica


Título: Urupês
Autor: Monteiro Lobato
ISBN: 9788525046888
Páginas: 177
Ano: 2007
Editora: Globo



Resenha

Este exemplar reúne uma variedade de contos do famoso escritor brasileiro Monteiro Lobato. Não espere encontrar as conhecidas histórias de cunho infantil como o “Sitio do Pica-Pau Amarelo”, aqui ele apresenta seu outro lado , com um olhar mais critico e estórias que em sua maioria não possuem um final feliz. O leitor receberá uma fria realidade rural brasileira, outros contos sobre o cotidiano da época e diversas referências que estão encravadas em nossa cultura, como o personagem Jéca Tatu, criado por Lobato.

Ao ler este livro, sentimos certo clima pesado, os acontecimentos são simples, mas muito chamativos. Estórias de pessoas que perderam suas terras e fortuna para golpistas, vidas que se foram por devaneios ou maldade alheia, descritas de uma maneira que prende o leitor, os contos são todos curtos, em sua maioria entre três e cinco páginas, mas não conseguimos parar de virar as páginas para saber mais acontecimentos. Uma das estórias que mais me cativou foi a de uma menina que era paraplégica, sua mãe sempre se queixava de que a criança era uma inútil e só lhe dava gastos, uma noite quando a menina estava doente, ela reclamava de sede e grunhia, sua mãe sempre a mandava se calar e dormir. No dia seguinte é menina é encontrada morta por sede na posição de ter se arrastado até o pote de água e não alcança-lo por estar em um lugar alto. É algo muito forte e magistralmente narrado como uma prosa pelo autor.

Ao começar a ler este exemplar (o primeiro de um box com cinco livros de outros contos) realmente não sabia o que esperar, nunca fui um apreciador da literatura brasileira, a escola me fez não gostar da leitura por quase toda a minha infância e adolescência, devido as diversas histórias maçantes que somo obrigados a ler para execução de provas e vestibulares. Mas tive uma surpresa muito agradável com estes contos, eu não me deparei com o cansativo enredo que eu tanto detestava, e sim, com interessantes histórias de uma realidade mais mundana, algo que poderia acontecer em qualquer lugar, em que eu me senti apegado a referências de minha infância mais “pé descalço” e o clima interiorano que sou acostumado.

A narração dos contos varia de terceira para primeira pessoa, a linguagem utilizada é do português da época (entre século 10 e 30), porém, mesmo com algumas palavras que podem causar certa dificuldade ao leitor, a obra não perde em nada o seu valor literário, os textos antes de virarem este livro eram publicados em revistas e jornais, então suas descrições são bem elaboradas e engrandecem a obra como um todo.

Confesso que Monteiro Lobato me fez ver nossa literatura nacional com outros olhos, outros autores (como alguns de parceria) também estão mudando meu olhar sobre tudo, mas Lobato me fez perceber que o clássico que eu tanto rejeitava possui uma beleza peculiar que está me atraindo de uma maneira que eu mesmo não consigo entender. Apenas o que posso dizer sobre essa obra é um grande muito obrigado.


Boa Leitura.





sábado, 5 de outubro de 2013

Resenha #27 - Pré-Mortais - O despertar

Postado por Unknown - sábado, outubro 05, 2013 - com 3 comentários
Título: Pré-Mortais
Subtítulo: O despertar

Autor: Anderson Assis

ISBN: 9788576826088
Páginas: 157
Ano: 2012
Editora: DPJ Editora


Resenha

Hander é um garoto de 17 anos que mora no Rio de Janeiro e tem uma vida aparentemente normal e está tentando terminar o ensino médio. Um dia, quando está na escola após ser expulso da sala, uma garota chamada Guirana chega até Hander e começa a falar com ele como se fossem velhos conhecidos. Até que ele pergunta o que ela quer e ela responde que só quer a alma dele. Então Guirana começa a ataca-lo com uma força incrível, porém é salvo por seu melhor amigo. A partir desse ponto, Hander vai descobrir que faz parte do mundo pré-mortal e ele e seus amigos têm uma grande batalha pela frente para salvar o mundo. 



O livro tem uma leitura fácil e é possível ler em poucas horas. A narrativa do autor é bem dinâmica e o livro é narrado em primeira pessoa. Confesso que ainda acho um pouco estranho ler uma história de fantasia que se passa no Brasil, acabei me acostumando com o padrão americano onde tudo acontece no USA e parece improvável que possa acontecer em outro lugar. Mas acho ótimo ler livros assim para me acostumar e dar um crédito maior para o Brasil. 

Achei que os personagens não foram bem explorados e parece que o autor dispensou alguns detalhes, talvez para dar um foco maior no que Hander iria enfrentar, mas para mim faltaram várias explicações sobre eles e até emoções, por exemplo, o que o Hander sentiu quando descobriu que era um pré-mortal. Aliás, eu não entendi muito bem o que é um pré-mortal e tenho a sensação de que o personagem principal entendeu, mesmo sem ter muitas explicações descritas no livro. Como a história tem continuação, pode ser que isso seja explicado com maiores detalhes nos próximos volumes. 

É uma leitura que recomendo, ele é cheio de ação desde que Hander descobre que não é desse mundo, Guirana e sua trupe prepararam várias armadilhas para ele e seus amigos, e fica aquela ansiedade de saber o que vai acontecer no final. Estou ansiosa para ler o segundo volume, que já foi lançado e ver o que Hander tem que enfrentar dessa vez.






quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Resenha #26 - Éros

Postado por Unknown - quarta-feira, outubro 02, 2013 - com 2 comentários
Ficha técnica


Título: Éros
Autor: Ralph Willians
ISBN: 9788579845147
Páginas: 119
Ano: 2013
Editora: Livre Expressão



Resenha

Alex é um garoto sonhador, imaginativo e alegre, que recebe a visita de um índio lhe pedindo auxilio para combater um mal que assola seu povo. O problema é que esse índio, chamado Zuli, mora em outro planeta e para Alex chegar até este desconhecido, deve sonhar e atravessar um portal que irá surgir no sonho. Chegando neste novo lugar, Alex se vê num mundo cheio de maravilhas e belezas abundantes, porém Zuli lhe explica os problemas com sua tribo e nosso protagonista se empenha em ajuda-los.

Com o problema resolvido de uma forma relativamente simples, Alex pede a seu novo amigo que lhe apresente este novo mundo, ele quer ver o lugar mais bonito que ali existe. Com isso em mente eles partem em uma viajem para uma cascata que se localiza em uma distante montanha. O problema central da história começa quando numa floresta os dois amigos avistam um cristal que é o coração do planeta. Alex o toca por um impulso e contamina a pedra com todo o mal que um ser humano pode conter e o planeta começa a se degenerar. Com isso os dois amigos e novos aventureiros vindouros devem buscar água sagrada e limpar o coração do mal em uma aventura que os levaram até os confins do mundo de Éros.

Este livro apresenta diversas mitologias e seres fantásticos, seria muito interessante essa diversidade se o livro não fosse pequeno, muitos dos seres apresentados possuem uma passagem muito rápida e não recebemos nenhuma explicação sobre eles. Um dos maiores problemas que temos com esse exemplar são as diversas passagens corridas, certos pontos dos livros são explicados, como acontece com a protetora do mundo de Éros, Safira, mas a explicação acontece de uma maneira muito conveniente, nada é uma grande descoberta no livro, as coisas simplesmente estão lá. O autor se empenha em causar surpresas ao leitor, mas a “magia” não ocorre devido à maneira simples que elas são apresentadas.

Falando em Safira, ela é o conceito de Deus ex Machine em pessoa, qualquer problema que ocorra com os personagens nunca é resolvido pelo esforço deles, sempre Safira irá aparecer ou fazer alguma coisa que solucione os problemas mais graves. Os personagens perdem seu crescimento com isso, eles se tornam estáticos, todos possuem a mesma personalidade.

O personagem principal, Alex, comete “burradas” ao longo do livro todo, deixando o leitor muito nervoso, porém o que não ajuda muito é o fato de os outros personagens aparentarem não levar isso em conta, eles comentam sempre que ele fez isso, causou aquilo, mas no momento seguinte estão entregando a ele armas e objetos que devem resolver os problemas que Alex causou e em seguida ele causa mais algum desastre. Faz algum sentido você deixar objetos e informações valiosas com pessoas que só estragam tudo? Existe um momento em que Alex e Zuli conversam sobre Deus, pois Zuli não sabe o que é Deus, isso é algo interessante, possuímos duas culturas diferentes que se encontram, mas ela foi explorada de uma maneira que Alex parece estar fazendo uma pregação para converter Zuli, algo que poderia ser muito mais complexo se resumiu apenas a isso.

O mundo de Éros é o conceito melhor explorado pelo autor, ele possui locais bem colocados, temos uma noção de sua distância pelo tempo de viagem que os personagens levam para chegar aos seus destinos. Outra coisa que não me agradou foi o uso de águias gigantes como táxis magico, têm o poder de tele transporte que também é muito utilizado no livro, isso faz com que todo o mundo que o autor está dispondo para o leitor, com suas diversas mitologias e mitos se perca, paisagens, animais, histórias, muitas outras coisas que poderiam ser descritas e ter feito desse mundo algo maior são ignoradas.

Caso você seja um leitor adolescente/adulto o livro possui vários problemas, o principal são os acontecimentos muito corridos e facilmente resolvidos, porém, caso o leitor seja uma criança, ele funciona, pois uma criança se importa mais com a ação e não com explicações de como tudo aquilo pode funcionar ou não. Caso você tenha até 12 anos, pode ler o livro sem problemas que provavelmente irá gostar. Como essa resenha representa a minha opinião, o livro é fraco, estória mal explorada e vários problemas de personagens. A mitologia de Éros poderia ser muito maior e detalhada, na capa consta que este é o primeiro volume, esperamos que o segundo nos apresente toda a complexidade deste mundo com uma grande história mais focada.





Boa Leitura.